

O aumento da expectativa de vida tem colocado em evidência um novo desafio para a saúde pública: como garantir que ossos, músculos, tendões e articulações mantenham sua função ao longo das décadas. Nesse contexto, o conceito de longevidade musculoesquelética surge com o propósito de acompanhar o envelhecimento com mais autonomia e movimento, reduzindo casos de dores incapacitantes.
A Organização Mundial da Saúde define envelhecimento saudável como o processo de desenvolvimento e manutenção da capacidade funcional que permite bem-estar na velhice, destacando que a preservação da função física é tão importante quanto o controle de doenças crônicas.
Estudos populacionais demonstram que limitações funcionais em idosos não representam apenas desconforto físico: indivíduos com dificuldades para realizar atividades da vida diária apresentam risco de mortalidade até 2,8 vezes maior ao longo de dez anos, quando comparados a idosos funcionalmente independentes, independentemente da presença de doenças crônicas.
De acordo com o médico ortopedista Dr. Fellipe Valle, embora a ortopedia tradicional seja voltada ao tratamento de problemas já instalados, como fraturas por fragilidade ou artrose avançada, ela passou a incorporar estratégias preventivas nos últimos anos. O especialista destaca que o rastreio precoce de doenças, os testes avançados e as terapias ortobiológicas têm permitido identificar sinais iniciais de desgaste antes que evoluam para quadros graves, reduzindo a necessidade de intervenções cirúrgicas.
"O termo longevidade musculoesquelética significa viver mais tempo com articulações, músculos, tendões e ossos funcionando bem, permitindo caminhar, trabalhar, praticar esportes, viajar e brincar com os netos sem dores limitantes e sem depender de terceiros", explica. Ele destaca que o sistema musculoesquelético deve ser cuidado de forma preventiva, assim como o coração ou o metabolismo.
O Dr. Fellipe Valle afirma que entre os fatores que aceleram o desgaste estão sobrecarga repetitiva, desalinhamento dos membros, obesidade, inflamação crônica, sedentarismo alternado com picos de esforço e predisposição genética.
"O problema raramente é um fator isolado. É o combo que envolve, por exemplo, um joelho ligeiramente desalinhado em uma pessoa com sobrepeso, que dorme mal, treina em excesso no fim de semana e nunca fortaleceu a musculatura de proteção".
Medicina regenerativa vira alternativaPara preencher a lacuna entre o uso de analgésicos e a indicação de próteses, a medicina regenerativa tem se consolidado como alternativa em pacientes a partir dos 40 ou 50 anos. O conceito pode ser aplicado de forma preventiva, em articulações com sinais iniciais de desgaste, ou de maneira regenerativa, em lesões já estabelecidas. "Em vez de apenas apagar a dor, ela tenta melhorar o ambiente biológico do tecido, cartilagem, tendão ou osso subcondral", explica o médico.
O ortopedista ressalta que as terapias ortobiológicas com maior evidência incluem o ácido hialurônico intra-articular, o aspirado de medula óssea concentrado (BMAC), a gordura autóloga microfragmentada e técnicas físicas como ondas de choque e laser de alta potência.
"Nenhuma delas é considerada solução definitiva, mas quando combinadas com fortalecimento muscular, mobilidade e controle metabólico, podem retardar a evolução das lesões e preservar a função articular", reforça.
No entanto, os sinais de alerta para risco futuro nem sempre se manifestam como dor intensa. Segundo o Dr. Fellipe Valle, incômodos repetitivos, rigidez matinal, estalos, sensação de fraqueza localizada e queda de performance podem indicar alterações iniciais. "É aí que o acompanhamento precoce entra: antes de rasgar ou colapsar. E melhor ainda se a intervenção ocorrer antes dos primeiros sintomas", avalia.
Para o especialista, a possibilidade de prevenir ou adiar cirurgias é um dos objetivos centrais dessa abordagem. "Não é honesto prometer que toda cirurgia será evitada em todos os casos, mas é perfeitamente possível reduzir a necessidade e adiar drasticamente o momento cirúrgico", afirma.
Na visão do médico, a longevidade musculoesquelética está mudando a forma como a ortopedia é exercida. "Em vez de ser a especialidade do ‘quebrou, arruma’, ela passa a ser também a especialidade do ‘vamos impedir que quebre’", resume. "Quando unimos avaliação precoce, protocolos regenerativos bem indicados, fortalecimento, estilo de vida e acompanhamento contínuo, a consequência natural é uma só: gente vivendo mais tempo, com mais movimento e menos dor", conclui o Dr. Fellipe Valle.
Para saber mais, basta acessar: https://drfellipevalle.com.br/
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