

A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) disponibiliza, nesta quinta-feira (22), o guia de Antimicrobianos na Atenção Primária, com orientações voltadas ao uso adequado desses medicamentos por profissionais que trabalham em Unidades Básicas de Saúde (UBS). O documento técnico reúne recomendações clínicas adaptadas à realidade do território cearense e está disponível para download.
O guia funciona como um instrumento de apoio e auxílio a médicos, enfermeiros, dentistas e farmacêuticos em todo o processo que envolve o uso de antimicrobianos, desde a prescrição até a orientação ao paciente. Para a secretária da Saúde do Ceará, Tânia Mara Coelho, o material é uma importante ferramenta de apoio à prática assistencial na Atenção Primária.
“Tenho plena confiança de que, quanto mais este guia for consultado e empregado no dia a dia da assistência, mais avançaremos na consolidação do uso racional de antimicrobianos fora do ambiente hospitalar, um passo indispensável para proteger a saúde da nossa população e das gerações futuras”, comenta.
Já o secretário executivo de Atenção à Saúde e Desenvolvimento Regional da Sesa, Lauro Perdigão Neto,afirma que o guia amplia de forma estratégica o papel da Atenção Primária no enfrentamento da resistência antimicrobiana ao oferecer suporte técnico baseado em evidências para a tomada de decisão dos profissionais.
“É na Atenção Primária que acontece a maioria das decisões terapêuticas e onde existe a maior oportunidade de promover o uso racional dos antimicrobianos, reduzindo riscos ao paciente e contribuindo para conter o avanço da resistência bacteriana”, destaca.
Além de qualificar o cuidado individual, o documento também contribui para o planejamento da aquisição de medicamentos pelos municípios, fortalecendo o alinhamento entre o que é prescrito e o que é disponibilizado na rede, em consonância com a Relação Estadual de Medicamentos (RESME) e com a Programação Pactuada Integrada (PPI).
“O guia ajuda a organizar a prática assistencial e a gestão de forma integrada, garantindo maior segurança ao paciente e mais coerência entre a decisão clínica e a disponibilidade dos medicamentos na rede”, explica Lauro Perdigão Neto.
Enquanto principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), a Atenção Primária à Saúde concentra as decisões iniciais que impactam diretamente a evolução clínica dos pacientes. Ao qualificar o manejo das infecções nesse primeiro nível de cuidado, o uso adequado de antimicrobianos contribui para a prevenção de complicações, reduzindo a necessidade de encaminhamentos para serviços de média e alta complexidade.
O enfrentamento à resistência antimicrobiana também envolve a atuação da Vigilância Sanitária. No Ceará, a área tem papel estratégico na implementação de ações de prevenção e controle das infecções e no gerenciamento do uso de antimicrobianos na Atenção Primária à Saúde, em conformidade com as diretrizes nacionais e estaduais do Programa de Gerenciamento de Antimicrobianos (PGA), coordenado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O assessor técnico da Coordenadoria de Vigilância Sanitária da Sesa (Covis), David Araújo,ressalta que o guia também tem papel fundamental na segurança do uso desses medicamentos.
“A Vigilância Sanitária atua de forma articulada com os municípios e com as áreas de vigilância em saúde, atenção primária e assistência farmacêutica, oferecendo apoio técnico para fortalecer o uso racional e seguro dos antimicrobianos. Esse trabalho contribui diretamente para a segurança do paciente e para o enfrentamento da resistência antimicrobiana no território”, explica.
Ao qualificar a prescrição e o uso de antimicrobianos na Atenção Primária, o Ceará avança de forma estruturada no enfrentamento da resistência antimicrobiana,investe na segurança do cuidado, na sustentabilidade do sistema de saúde e na integração entre assistência, vigilância e gestão.
O Guia de Antimicrobianos na Atenção Primária foi construído de forma colaborativa, com a participação de gestores municipais, representantes do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde do Ceará (Cosems-CE), farmacêuticos especialistas, infectologistas e outros especialistas. O documento contou ainda com o apoio técnico e metodológico da Universidade de São Paulo (USP) e com a parceria do Centre for Antimicrobial Optimisation Network (CAMO-Net), rede dedicada ao fortalecimento das práticas de uso racional de antimicrobianos no país.
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