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Doença do jardineiro: um pequeno machucado que merece atenção

Historicamente conhecida como doença do jardineiro, a esporotricose é uma infecção causada por um fungo encontrado na natureza, principalmente no s...

23/01/2026 às 19h58
Por: Redação Fonte: Secom Ceará
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Foto: Reprodução/Secom Ceará
Foto: Reprodução/Secom Ceará

Historicamente conhecida como doença do jardineiro, a esporotricose é uma infecção causada por um fungo encontrado na natureza, principalmente no solo

Cuidar de plantas, mexer na terra ou conviver com animais faz parte da rotina de muitas pessoas. O que nem todos sabem é que um simples espinho, arranhão ou feridinha na pele pode ser a porta de entrada para uma infecção por fungo, como é o caso da esporotricose. Conhecida popularmente como “doença do jardineiro” ou “doença da roseira”, essa infecção precisa de atenção, informação e cuidado, principalmente porque hoje está cada vez mais ligada ao contato com animais, especialmente os gatos.

A esporotricose é causada por um fungo que vive na natureza, sobretudo no solo, em plantas e em vegetais. Antigamente, a doença aparecia mais em pessoas que trabalhavam com jardinagem ou lidavam com plantas que tinham espinhos, como as roseiras. Por isso, ganhou esses nomes populares.

De acordo com a infectologista, Lisandra Damasceno, médica do Hospital São José (HSJ), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), com o passar dos anos, a forma de transmissão da esporotricose mudou. “Desde os anos 2000, uma nova espécie do fungo passou a infectar com mais facilidade os animais, principalmente os gatos domésticos. Hoje, os gatos são os principais responsáveis pela transmissão da doença do jardineiro para os seres humanos”, afirma Lisandra.

Foto: Reprodução/Secom Ceará
Foto: Reprodução/Secom Ceará

Segundo Lisandra Damasceno, a doença do jardineiro é considerada uma zoonose, ou seja, ela pode passar dos animais para as pessoas

A especialista destaca que a doença do jardineiro não passa de uma pessoa para outra. A infecção acontece quando o fungo entra na pele através de pequenos machucados. “Isso pode acontecer quando a pessoa sofre algum ferimento com plantas ou terra contaminada, ou por meio de arranhões, mordidas ou contato com secreções de gatos doentes, como secreções do nariz e da boca”, ressalta.

Na maioria dos casos, os sintomas aparecem na pele, exatamente no local onde ocorreu o machucado. No início, surgem pequenos caroços avermelhados, que podem aumentar com o tempo e se espalhar pela região, formando feridas que demoram a cicatrizar. Em algumas situações, essas lesões seguem um trajeto que lembra o formato de um rosário.

Segundo a especialista, geralmente a esporotricose é uma doença localizada e de evolução tranquila, afetando apenas a área do corpo onde houve o contato, como braço, perna ou mão. Entretanto, esse cenário muda em pessoas com a imunidade baixa. “Pacientes com a imunidade comprometida como aquelas que têm doenças crônicas ou usam medicamentos que diminuem a defesa do organismo, podem ter formas mais graves da doença, que pode se espalhar para outros lugares do corpo, como pulmões ou cérebro, e ficar mais grave. Se a lesão for profunda, ela também pode afetar articulações, tendões e outros tecidos, que precisam de mais atenção médica”, destaca Lisandra.

Tratamento e acompanhamento

A doença do jardineiro tem tratamento e tem cura. O tratamento é feito com medicamentos específicos contra fungos, tomados por via oral, e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na maioria dos casos, o tratamento dura de três a seis meses. Em situações mais graves, pode ser necessário um tempo maior de tratamento ou até internação.

No Ceará, a esporotricose é considerada uma doença emergente. Os casos estão começando a ser registrados e acompanhados pelos serviços de saúde, com maior número de notificações em Fortaleza.

Prevenção

A prevenção começa com cuidado e informação. É importante ficar atento à saúde dos animais, principalmente dos gatos. De acordo com a infectologista Lisandra Damasceno, feridas na pele, espirros, tosse e secreções podem ser sinais da doença no animal. Nesses casos, o gato deve ser levado ao veterinário, pois existe tratamento também para os pets.

“O dono do gato deve ter cuidado ao dar medicamentos para evitar acidentes, como arranhões ou mordidas, e contato com secreções. Usar luvas, máscara e óculos de proteção ajuda na prevenção. Também é importante evitar contato direto com feridas e secreções do animal”, recomenda Lisandra.

Se o gato vier a falecer, ele não deve ser abandonado nem enterrado. O correto é entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses do município, para que o animal receba o destino adequado, como a incineração, evitando riscos à saúde e ao meio ambiente.

Cuidar da saúde é uma responsabilidade de todos. Ao notar sinais suspeitos em pessoas ou animais, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um serviço veterinário. Informação e cuidado fazem toda a diferença.

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