

A vice-governadora do Estado, Mailza Assis, representou o Acre no Fórum Transição Justa e Segurança Energética, realizado pela Petrobrás em parceria com o Consórcio da Amazônia Legal, em São Luis, no Maranhão, nesta sexta-feira, 15. O evento visa discutir como as novas fronteiras de óleo e gás podem contribuir para a eficiência energética.
Como pioneiro na formulação das políticas ambientais, o Acre figura como peça fundamental nas discussões que giram em torno da conciliação de meio ambiente e economia. “Para nós é motivo de muito orgulho participar de momentos como este, em que estamos no epicentro das discussões sobre como desenvolver ações que mantenham a floresta viva e que, ao mesmo tempo, garantam desenvolvimento econômico e social para o Brasil. O Acre é pioneiro nisso”, frisou Mailza.

Na abertura do evento, o presidente da Petrobrás, Jean Paul Prates, destacou a importância de investir numa transição justa, especialmente para a população brasileira. “A transição justa é aquela que não deixa ninguém para trás, que atua enfrentando as mudanças climáticas. Por isso, nós da Petrobras apostamos em projetos responsáveis, que gerem redução das emissões de carbono e que promovam o desenvolvimento e bem-estar da população, desta e das futuras gerações”, disse.
A margem equatorial brasileira é uma das novas fronteiras exploratórias, considerada como a mais promissora, e está sendo amplamente discutida no fórum. A região está localizada entre os estados do Amapá e Rio Grande do Norte e tem mais de dois mil quilômetros. Além disso, as prospecções apontam que ela pode garantir a demanda energética do país.

O anfitrião do evento, governador do Maranhão, Carlos Brandão, falou sobre o potencial econômico da margem equatorial no que diz respeito à geração de empego e renda na região que compreende duas das quatro bacias que formam a porção brasileira do que o governo federal está chamando de “novo pré-sal do Brasil”:
“A margem equatorial é um marco histórico para o nosso estado, uma grande oportunidade e potencial econômico. A exemplo dos demais estados que formam o Consórcio Amazônia Legal e que aqui estão representados, nós também fazemos questão de investir em projetos de responsabilidade ambiental, de recuperação de áreas degradadas e outras frentes de trabalho desta natureza”.
O Acre é pioneiro nos ativos de certidão de carbono, com mais de 80% das áreas de floresta preservadas, fato que garantiu o título de primeiro local no planeta a estabelecer um sistema jurisdicional de negociação de crédito de carbono.
Os créditos de carbono são gerados a partir de diferentes tipos de projetos, como de energia renovável, por exemplo.
Ainda, na prática, o Acre sancionou a Lei nº 4.280/2023 que institui o programa “Mais luz para o Acre”, adotando a geração solar como meio primário de energia, levando energia limpa às comunidades mais afastadas, possibilitando uma vida melhor para todos.
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