

A 5ª edição do Projeto Mulheres Empoderadas segue dando visibilidade às histórias de mulheres que fazem parte do Hospital Getúlio Vargas, em Teresina. Este ano, o HGV completa 85 anos e compartilha a trajetória das mulheres que fizeram história ao longos das mais de oito décadas de atividades do hospital. Uma delas, é a médica ginecologista Ione Lopes, cuja formação e carreira estão profundamente ligadas à instituição.
Ela ingressou no HGV ainda na graduação em Medicina, período em que a instituição de saúde atuava como hospital-escola da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Foi nesse cenário que teve contato com a prática integral da formação médica, iniciando um vínculo que se estenderia por toda a sua vida profissional.
Um dos marcos dessa história foi a criação da Clínica de Ginecologia do HGV pelo professor Arimathéa Santos, iniciativa considerada visionária para a época. “Ele foi responsável pela implantação da especialização em Ginecologia e Obstetrícia no hospital, em um período em que o estado ainda não dispunha de programas de residências médicas e eu fiz parte da primeira turma de formação de ginecologistas do Piauí, resultado de articulações realizadas junto ao Ministério da Educação (MEC)”, explica a médica.

Após concluir a especialização, passou a integrar o corpo clínico da Clínica Ginecológica do HGV. Em seguida, foi aprovada em concurso público para a UFPI, tornando-se docente e ginecologista da instituição. A residência médica, o mestrado em ginecologia e os primeiros anos de prática profissional também tiveram o HGV como cenário principal.
Mesmo após ingressar no doutorado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a médica manteve o HGV como campo de pesquisa para coleta de dados, reforçando a importância da instituição em sua produção acadêmica. “O HGV teve papel fundamental em toda a minha trajetória. Foi espaço de aprendizado, de prática e de construção profissional”, destaca.
Além da carreira, o hospital também esteve presente em momentos marcantes de sua vida pessoal. “Fui estudante, construí família e acompanhei a formação dos meus filhos. Sou casada com o dermatologista Lauro Lourival Lopes, e mãe de três filhos: o primogênito, Lauro Rodolfo, também médico, atuou no HGV; a segunda filha, a Advogada Larissa Ilana e a que vai se formar agora em medicina é Laiane”, explica.
Aposentada da UFPI por tempo de serviço durante o período da pandemia, Ione Lopes alcançou todas as progressões funcionais da carreira acadêmica. “Atualmente, sou professora titular do Departamento Materno Infantil, professora de ginecologia e coordenadora do internato de Ginecologia e Obstetrícia da UFPI”, destaca.

Ao falar sobre empoderamento feminino, a médica define como a capacidade de enfrentar desafios sem medo. “É a mulher que não tem medo do futuro, que acredita nos seus sonhos e luta para conquistá-los. Eu me considero uma mulher empoderada porque nunca tive medo de enfrentar e realizar”, afirma.
Ione Lopes parabeniza o HGV pelos seus 85 anos de história, ressaltando o papel estratégico da instituição na formação de profissionais que hoje atuam em centros de excelência no Brasil e no exterior. “O HGV é um marco para o estado e para a capital. Ao longo de décadas, foi palco de inúmeras histórias de vida, inclusive a minha”, conclui a médica.
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