

O fim das férias e o retorno às atividades escolares costumam ser momentos de entusiasmo, mas também de desafios. Além das novas descobertas e do convívio com novos colegas, esse período pode gerar ansiedade, insegurança e resistência às mudanças. Para crianças neurodivergentes, a adaptação escolar precisa ser feita com ainda mais cuidado, de forma gradual e respeitando as particularidades de cada criança, já que mudanças bruscas podem causar sobrecarga emocional e comportamental.
A psicopedagoga do Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), Lucineide Santos, ressalta pontos importantes que as famílias devem observar durante o processo de adaptação escolar. “A aprendizagem vai além da sala de aula. Família e escola precisam caminhar juntas, formando uma rede de apoio que valorize cada conquista da criança. Quando ela se sente compreendida e respeitada, passa a ter mais confiança para enfrentar novos desafios”, explica

A principal orientação é evitar mudanças bruscas. O cuidado e o planejamento fazem toda a diferença. Uma boa estratégia é iniciar os ajustes cerca de uma semana antes das aulas. Regular os horários de dormir e acordar, além de organizar a alimentação, ajuda a criança a se adaptar gradualmente à nova rotina.
Apresentar o dia a dia como uma sequência previsível de atividades, por meio de quadros, painéis com imagens, desenhos ou emojis, ajuda a criança a compreender o que vai acontecer. Essa estratégia é especialmente eficaz para crianças com Transtorno de Espectro Autista (TEA), para quem a previsibilidade representa segurança emocional.
A supervisora de Reabilitação Intelectual do Ceir, Izabella Melo, reforça que o diálogo e o olhar atento às necessidades de cada criança são o primeiro passo. Pais e responsáveis devem estar atentos aos sinais que a criança demonstra. Emoções como alegria, tristeza ou recusa revelam como ela está vivenciando esse momento.
“Nosso objetivo é sempre alinhado às demandas apresentadas pela criança e pela família. Dessa forma, buscamos favorecer o acesso a um ambiente escolar mais acolhedor, respeitando as necessidades e potencialidades de cada criança”, ressalta.
Conversar sobre a escola faz diferença no processo de adaptação
“É importante conversar de forma aberta com a criança sobre como será o ambiente escolar. Falar sobre a rotina, os professores, os colegas, o recreio e o lanche ajuda a reduzir inseguranças. Também é fundamental explicar a importância do respeito a todos da comunidade escolar e reforçar que cada atividade tem seu momento, como estudar, lanchar e descansar, sempre seguindo as orientações da escola e dos professores”, destaca a psicopedagoga.
O diálogo com professores e coordenadores da escola também é fundamental. A família deve compartilhar as principais dificuldades da criança para que, juntos, possam construir estratégias que favoreçam o aprendizado e garantam o acesso ao conhecimento acadêmico. “É importante que os pais estejam abertos às orientações da escola, fortalecendo a parceria entre família e instituição de ensino. Essa colaboração ajuda a reduzir barreiras, fortalece as práticas educativas e valoriza o processo de aprendizagem”, acrescenta a supervisora Izabella Melo.
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