Vigilância Sanitária fiscaliza e orienta academias que oferecem atividades aquáticas em Vitória da Conquista
A Vigilância Sanitária e Ambiental (Visa), de Vitória da Conquista, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta quarta-feira (11) um c...
12/02/2026 às 07h16
Por: RedaçãoFonte: Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
A Vigilância Sanitária e Ambiental (Visa), de Vitória da Conquista, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, iniciou nesta quarta-feira (11) um cronograma de visitas técnicas em academias da cidade que oferecem atividades aquáticas. Motivada pela repercussão nacional recente de intoxicação química, que resultou na morte de uma pessoa e na internação de outras quatro, após uma aula de natação em uma piscina de academia na zona Leste de São Paulo, a ação busca não apenas fiscalizar, mas educar gestores sobre os parâmetros ideais de utilização de cloro na água.Foto: Reprodução/Prefeitura de Vitória da Conquista - BA
Durante as visitas, os fiscais realizam testes de aferição para verificar os níveis de pH e a concentração de cloro, além de verificar os registros dos processos diários de limpeza e filtragem. O objetivo é evitar riscos sanitários que variam de irritações na pele e olhos até problemas respiratórios mais graves em casos de superdosagem.
“As academias devem assegurar condições de higiene e segurança em conformidade com as normas sanitárias. Monitoramos desde a qualidade da água e sistemas de filtragem até a estrutura física, como pisos antiderrapantes, duchas obrigatórias e vestiários separados”, explicou o coordenador da Vigilância Sanitária, Maico Mares.
Além disso, a Visa exige a presença de um responsável técnico habilitado, alvará sanitário visível e equipamentos de emergência, como cilindros de oxigênio. Outra norma é a proibição do uso das piscinas por pessoas com doenças infectocontagiosas ou lesões cutâneas, visando o bem-estar coletivo.
Complementando as diretrizes institucionais, o fiscal da Visa, Lucas Santana, reforçou que o momento é de conscientização, especialmente após repercussões sobre contaminação química. “Estamos fazendo um trabalho de orientação e prevenção. Queremos falar do risco sanitário e dos efeitos que o excesso ou a falta de cloro podem trazer, lembrando sempre a importância do tratamento adequado para garantir a segurança da população”, afirmou durante as visitas.
Os níveis de cloro são essenciais para eliminar microrganismos, mas perigoso se estiver acima do permitido. Já o controle de pH garante que a água não esteja nem muito ácida, nem muito alcalina, potencializando a ação do cloro e o conforto dos banhistas.
Para os proprietários dos estabelecimentos, a presença da Vigilância é vista como um selo de qualidade e um suporte técnico necessário, dada à complexidade de manter a água tratada e segura para grupos mais sensíveis, como crianças pequenas e pessoas de idade avançada.
Patrícia Mussy, sócia de uma academia com 16 anos de atuação, ressaltou que o apoio do órgão é essencial para o bom funcionamento: “Atendemos desde bebês de seis meses até idosos. Lidar com água é lidar com vidas, não é simples. Entendemos que essa orientação técnica é fundamental para oferecermos o melhor aos nossos clientes,” afirmou a empresária.
Coordenadora de natação de outra academia da cidade, Jade Santos destacou que a fiscalização serve como um respaldo para o trabalho realizado pela equipe: “Para a gente é muito importante a presença da Vigilância Sanitária, constatar que a gente está dentro do que é certo no tratamento da piscina. Isso nos dá segurança e respaldo, afinal de contas estamos lidando com vidas”.
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