

A partir desta quinta-feira (12/2), a Fundação Educacional e Cultural ‘Deodato Sant’Anna’ (Fundass) apresenta duas exposições que destacam a história, os saberes tradicionais e a identidade caiçara de São Sebastião. As mostras convidam o público a mergulhar na memória cultural do Litoral Norte paulista, valorizando práticas, objetos e narrativas que moldaram a vida das comunidades tradicionais da região.
Um dos principais destaques é a exposição que apresenta uma canoa caiçara de grande valor histórico, cultural e simbólico, doada à Fundass em 28 de julho de 2024. Confeccionada em madeira de guapuruvu ou guaperubu, na pronúncia caiçara, a embarcação foi produzida durante o projeto ‘São Sebastião tem Alma’, iniciativa voltada à valorização dos saberes e fazeres tradicionais do município. Pela sua origem e significado, a canoa é reconhecida como patrimônio cultural, cuja preservação é fundamental para a memória local.
A peça foi doada por Nestor Jesus de Sant’Anna, que adquiriu a canoa após o encerramento do projeto e, por muitos anos, zelou por sua conservação em um abrigo construído em sua chácara, no bairro de Cambury, na Costa Sul, onde criou um recanto típico caiçara. Como gesto de educação patrimonial, o doador instalou pequenas placas informativas na própria embarcação, identificando os materiais e as técnicas utilizadas em sua confecção, como o cipó do cesto e o material do remo, elementos que permanecem integrados à peça original.
Aos 79 anos, preocupado com a preservação da história e da integridade da canoa, Nestor Sant’Anna decidiu que a embarcação deveria retornar ao espaço onde a viu pela primeira vez, a Secretaria de Cultura. Agora sob os cuidados da Fundass, a peça permanece protegida e acessível ao público, cumprindo sua função como bem cultural e educativo. A exposição também permite que os visitantes conheçam aspectos técnicos das embarcações tradicionais, como as medidas de boca, pontal e comprimento, fundamentais para a navegação caiçara.
Além da canoa, a mostra reúne peças talhadas em madeira e caxeta, trançados em taboa e folha de palmeira, cerâmicas e bonecas de pano, produzidas pelos mestres Mineiro, Pedro, Luis Carlos, Nicinho, Neide Palumbo, Dino, Dona Lola, Joca, Adélia Barsotti, Cida Inanov, Luana e Noemi Mattos e fotos de Edivaldo Nascimento.
Complementando a programação, na sala ao lado, o público pode visitar a exposição ‘Memórias Caiçaras’, que reúne painéis explicativos sobre o início da construção da cidade e livros que narram histórias da vida caiçara. As obras estão disponíveis para leitura no local, proporcionando uma vivência mais aprofundada e sensível sobre a formação histórica, social e cultural de São Sebastião.
Juntas, as exposições reafirmam o compromisso da Prefeitura de São Sebastião, por meio da Fundass, com a preservação do patrimônio cultural, o fortalecimento da memória caiçara e a valorização das histórias que constroem a identidade do Litoral Norte. As exposições têm entrada gratuita na Casa Severino Ferraz, de segunda à sexta, das 9h às 18h e sábados, domingos e feriados das 14h às 20h.
Serviço
ExposiçõesCasa Severino Ferraz
Horário de funcionamento: Segunda a sexta-feira das 9h às 18h. Sábado, domingo e feriado das 14h às 20h
Endereço:Rua Expedicionários Brasileiros, 247 - Centro
#PraTodosVerem:Conjunto de quatro fotografias da exposição "Caiçaras" no Espaço Cultural Casa Severino Ferraz, em São Sebastião. As imagens mostram uma canoa colorida no centro do salão com paredes de tijolos aparentes, potes de cerâmica em tons de terracota, cestos artesanais de palha trançada com tampas e uma miniatura detalhada de um barco pesqueiro branco, verde e laranja sobre um pedestal azul. O ambiente possui iluminação suave, destacando elementos da cultura litorânea local sobre um piso amadeirado. Fim da descrição.
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