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Epagri reforça importância do manejo inicial contra cigarrinha-do-milho

Foto: Divulgação/EpagriO levantamento realizado pelo Programa Monitora Milho SC entre os dias 26 de janeiro e 2 de fevereiro aponta forte presença ...

18/02/2026 às 16h31
Por: Redação Fonte: Secom SC
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Foto: Reprodução/Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC

Foto: Divulgação/Epagri

O levantamento realizado pelo Programa Monitora Milho SC entre os dias 26 de janeiro e 2 de fevereiro aponta forte presença da cigarrinha-do-milho nas lavouras catarinenses, com média estadual de 79 insetos por armadilha. Segundo a pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, responsável pelo programa Monitora Milho SC, o aumento populacional observado nesta fase de transição, entre a colheita e a semeadura da safrinha, pode ser considerado dentro do esperado. 

No entanto, ela alerta para a necessidade de reduzir o número de insetos no ambiente, a fim de evitar impactos negativos sobre a produção. “As lavouras que se encontram entre o período de emergência até o estádio V4 estão em sua fase mais crítica para a infecção por patógenos que causam os enfezamentos e as viroses. Essas doenças demoram a apresentar sintomas, que só se tornam visíveis quando a planta já está em desenvolvimento. Por isso, é fundamental que os produtores realizem o manejo químico adequado na fase inicial das lavouras”, afirma.

O monitoramento revelou uma maior incidência de insetos nas cidades de São José do Cerrito, Campos Novos, Mafra, Porto União e Campo Erê. Maria Cristina salienta ainda que as análises laboratoriais constataram, por semanas consecutivas, a presença da bactéria do espiroplasma do enfezamento-pálido. Segundo a pesquisadora, este é mais um motivo para redobrar os cuidados com o manejo integrado de pragas e a adoção de medidas preventivas nas lavouras. O espiroplasma foi detectado em amostras coletadas em lavouras dos municípios de Mafra, Major Vieira, Campo Belo do Sul, Faxinal dos Guedes, Irati e Tunápolis. 

A indicação é que os produtores realizem uma boa regulagem de máquinas para evitar perda de grãos durante a colheita, evitem semear o segundo plantio em áreas muito próximas à lavouras já maduras e realizem o manejo inicial com inseticidas de contato aliado ao uso de produtos biológicos, sempre que possível.

Foto: Reprodução/Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC

O programa Monitora Milho SC coleta e divulga semanalmente informações levantadas em 55 lavouras distribuídas em todo o Estado de Santa Catarina, permitindo que o setor produtivo acompanhe a evolução da população de cigarrinhas e as infecções causadas por esses insetos. 

O ataque de cigarrinhas infectadas com os patógenos dos enfezamentos pode comprometer substancialmente a produção de lavouras de milho. Para acompanhar a situação, foi criado no começo de 2021 o  programa Monitora Milho SC , uma iniciativa do Comitê de Ação contra Cigarrinha-do-milho e Patógenos Associados, composto pela Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. O Programa Monitora Milho SC se destaca como uma das principais iniciativas científicas da Epagri, conquistado reconhecimento em diversos eventos nacionais e internacionais. Sua metodologia tem servido de referência para ações similares em outros estados brasileiros e até para o exterior.

Informações atualizadas para os produtores

A pesquisadora Maria Cristina Canale, do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri (Cepaf), explica que as informações geradas pelo monitoramento são fundamentais para a convivência da agricultura com a cigarrinha e as doenças transmitidas por ela. “Embora os enfezamentos já sejam conhecidos no país há algumas décadas, nós observamos que os surtos ocasionados por esses problemas têm sido bastante frequentes em todas as regiões produtoras do Brasil. Então é necessária a convivência do setor produtivo com o problema a partir de agora, inclusive aqui em Santa Catarina, com a participação ativa de todos os produtores envolvidos com a produção de milho, no manejo integrado regionalizado”, ressalta.

Por: Karin Helena Antunes de Moraes, jornalista bolsista na Epagri/Fapesc

Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri
(48) 3665-5407/99661-6596

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