

A Secretaria da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária (Sada), por meio da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Piauí (Adapi), descartou 1,5 tonelada de tilápia apreendida na BR-343 no município de Piripiri, na última terça-feira (17), por estar imprópria para o consumo humano. A carga foi interceptada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF)) e encaminhada à unidade da Agência em Parnaíba para adoção das medidas sanitárias cabíveis.
Os peixes eram transportados em nove contêineres destinados originalmente ao transporte de produtos perigosos, inclusive com identificação do selo ONU 1831, utilizado para ácido sulfúrico. A suspeita é de que os recipientes tenham sido usados anteriormente para o transporte da substância química, o que inviabiliza totalmente sua reutilização para alimentos, mesmo após qualquer procedimento de limpeza.

De acordo com a gerente de Trânsito da Adapi, Daniela Rabelo, a carga não apresentava condições seguras para consumo e foi descartada conforme determina a legislação sanitária. “Após a constatação das irregularidades, a Adapi adotou imediatamente as providências. Essa carga estava imprópria para consumo humano e foi totalmente inutilizada, garantindo que não chegasse ao mercado e não representasse risco à saúde da população”, afirmou.
Segundo informações repassadas à fiscalização, o pescado teria sido adquirido em Campo Maior e seguiria para comercialização no litoral do estado. A carga está avaliada em aproximadamente R$ 15 mil.

O secretário da Assistência Técnica e Defesa Agropecuária do Piauí (Sada), Fábio Abreu, destacou a importância da atuação integrada dos órgãos de fiscalização e reforçou que as ações serão ampliadas nas próximas semanas. “A Adapi desempenha um papel fundamental na proteção da saúde pública e na garantia da qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos piauienses. Com o início da Quaresma, período em que aumenta o consumo de pescado, vamos intensificar ainda mais as fiscalizações em todo o estado”, ressaltou o gestor.
A legislação brasileira proíbe a reutilização de recipientes que tenham transportado produtos perigosos para o acondicionamento de alimentos. O caso foi enquadrado, inicialmente, como crime de comercialização de mercadoria imprópria para consumo. A Adapi seguirá acompanhando o processo até a destinação final adequada do material apreendido.

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