

A entrega da Ponte Frei Paolino Baldassari e da rampa do Porto do Rio Iaco; a aplicação de 600 toneladas de massa asfáltica nas ruas Padre Egídio, Monsenhor Távora e Benjamin Constant; a manutenção de aproximadamente 200 quilômetros de ramais; o asfaltamento de 800 metros no Ramal do Adolar; a construção da Casa do Produtor e convênios para pavimentação em tijolo; melhoramento de ramais; construção de pontes de concreto e aquisição de máquinas compõem o conjunto de ações do governo do Acre, desenvolvidas por meio do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária (Deracre), em Sena Madureira. As iniciativas somam cerca de mais de R$ 24 milhões previstos e encontram-se em estágios distintos de execução, tramitação e análise técnica.

A Ponte Frei Paolino Baldassari, inaugurada em 2024, passou a ligar diretamente o Primeiro ao Segundo Distrito. Antes, o deslocamento era feito por travessia de catraia ou pelo acesso rodoviário pela BR-364. Mais de 2.500 moradores passaram a acessar a área central sem precisar contornar a cidade. Durante a execução foram gerados 130 postos de trabalho, com cerca de 90% da mão de obra composta por trabalhadores do próprio município.
“O Segundo Distrito cresceu e essa ligação já era necessária há muito tempo. Antes, quem precisava ir ao Centro dependia da catraia ou fazia um trajeto mais longo pela BR. O governador Gladson Camelí decidiu executar essa obra, e o Deracre assumiu a responsabilidade de tirar do papel e entregar a ponte. Uma emenda não vira obra de um dia para o outro. Tem projeto, licitação, acompanhamento e medição, e o recurso só é liberado conforme o serviço é executado”, afirmou a presidente do Deracre, Sula Ximenes.

No Porto do Rio Iaco foi construída uma rampa de concreto com 75 metros de extensão. A obra incluiu troca de solo, fundação com estaca trilho TR45, muro de contenção, estacionamento e sinalização. O projeto prevê juntas de dilatação para permitir a movimentação do concreto diante da variação do nível do rio e da temperatura.
“Obra às margens do rio exige estudo de solo e acompanhamento técnico. A estrutura precisa suportar cheia, vazante e uso diário da população”, explicou Sula.
Na área urbana, equipes executaram recuperação nas ruas Padre Egídio, Monsenhor Távora e Benjamin Constant. Na zona rural, aproximadamente 200 quilômetros de ramais receberam manutenção. No Ramal do Adolar, 800 metros foram asfaltados após terraplanagem e imprimação e o trecho também recebe construção de passarela para pedestres.

“O ramal é acesso de morador, transporte escolar e produção rural. Quando está trafegável, garante que a pessoa consiga sair da comunidade e chegar à cidade”, disse a presidente.
A Casa do Produtor encontra-se na etapa final de construção e deve atender mais de mil famílias da zona rural, com dormitórios coletivos, área de convivência, depósito e banheiros adaptados.
“Muitos produtores saem ainda de madrugada, passam horas na estrada e ficam o dia inteiro na cidade para vender o que colhem. O espaço foi pensado para que tenham um local de apoio, organização da carga e descanso”, afirmou.
Parte dos investimentos ainda depende de material e das condições climáticas. Na Reserva Extrativista Cazumbá-Iracema, a base e a drenagem foram executadas, e a pavimentação em tijolos aguarda a estiagem. As chuvas dificultam o transporte de insumos e a entrada de equipamentos.
“Algumas obras não começam imediatamente porque dependem de material, aprovação técnica ou liberação de recurso. Mesmo com o convênio assinado, ainda existem etapas obrigatórias antes da execução”, explicou a presidente.

Também está previsto o melhoramento dos ramais do 20, Nova Olinda, Cassirian e Boca do Iaco, com investimento de R$ 3.837.310,00. O início depende da emissão da ordem de serviço, programada para o período de estiagem, já que as chuvas do inverno impedem a execução em estradas vicinais. Está prevista ainda a construção de pontes de concreto em ramais, com investimento estimado em R$ 14.389.917,00, atualmente em fase de aprovação técnica antes da licitação. O município também foi contemplado com uma pá carregadeira e uma retroescavadeira, cujo processo aguarda liberação federal para entrega dos equipamentos.
“Cada etapa passa por projeto aprovado, análise técnica, licitação e autorização de recurso. Só depois disso a obra pode começar”, concluiu Sula Ximenes.
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