

Obra icônica para a economia sul-americana, a Ponte Internacional da Rota Bioceânica, que vai ligar o município sul-mato-grossense de Porto Murtinho a Carmelo Peralta, no Paraguai, chega à etapa final da estrutura de ligação entre os dois países. Com 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura, faltam cerca de 101 metros para o fechamento total da ponte. A aduela de fechamento– nome técnico que une as estruturas, mas popularmente chamado de “beijo” das aduelas– está prevista para ser concluída no final de maio, segundo informações dos responsáveis pela construção.
Com essa fase superada, ainda serão realizados serviços complementares, como a instalação de cabos de aço embutidos na laje de concreto armado do piso da ponte para unir o lado Brasil com o lado Paraguai ,retencionamentodos 168 estais que sustentam o vão central e colocação de 168 amortecedores para este cabos. Os dois pilares principais e os cabos receberão sensores eletrônicos que monitoram cargas, enviando pulsos para computadores que acompanham os esforços da ponte em tempo real, inclusive, quando veículos passam ou ocorrem eventuais problemas estruturais.






Outros serviços previstos incluem a iluminação fluvial, que garante o tráfego seguro de embarcações no Rio Paraguai, além do acabamento do piso da ponte e instalação de grades de proteção para pedestres e ciclistas, já que a estrutura contará com uma ciclovia. Posteriormente, serão realizados asfaltamento, pintura, colocação de placas sinalizadoras e iluminação ornamental. A entrega completa da ponte está prevista para agosto de 2026.
A estrutura estaiada é considerada estratégica para consolidar o Corredor Rodoviário de Capricórnio, conhecido como Rota Bioceânica, ligando os portos do norte do Chile, em Antofagasta eIquique, passando pelo Paraguai e Argentina, até os portos brasileiros, como o de Porto Murtinho, e futuramente outros da costa atlântica.
O Corredor Bioceânico deverá encurtar em mais de 9,7 mil quilômetros a rota marítima das exportações brasileiras, principalmente aquelas oriundas do Sudeste e do Centro-Oeste, para a Ásia. Em uma viagem para a China, a estimativa é de redução de 23% no tempo de transporte, o equivalente a 12 a 17 dias a menos.
Além da ponte e de seus acessos, está prevista a construção de infraestruturas alfandegárias integradas em ambos os lados da fronteira. Segundo a Receita Federal, o fluxo inicial estimado é de 250 caminhões por dia, podendo aumentar à medida que a Rota se consolide como alternativa logística de exportação e importação para o Mercosul e a Ásia.
Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS
Fotos: Saul Schramm/Secom MS
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