

As principais doenças oculares que afetam a visão de forma silenciosa e progressiva são o glaucoma e a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). Sem apresentar sintomas na fase inicial, essas patologias são descobertas com a consulta regular ao médico oftalmologista. O Ipesaúde recomenda que ela aconteça pelo menos uma vez ao ano para permitir o diagnóstico precoce e uma intervenção médica mais eficiente.
O oftalmologista do Ipesaúde, Marcus Guerreiro, alerta que muitos pacientes só procuram a consulta oftalmológica após o surgimento de sintomas. Segundo o especialista, no caso do glaucoma e da DMRI, os sinais costumam aparecer apenas em estágios mais avançados, quando o quadro já é mais grave e o tratamento se torna mais complexo.
“O glaucoma é uma doença que acontece e degenera o nervo óptico aos poucos. Na maioria das vezes está associado ao aumento da pressão intraocular e, se não tratado, pode levar à cegueira. Já a degeneração macular relacionada à idade é uma patologia da retina, mais especificamente da região macular, que é a região central da visão, e está associada principalmente em pessoas acima de 60, 70 anos. Acontecem lesões nessa região central, em que a pessoa com o tempo vai perdendo qualidade de visão, piora contraste e pode ainda levar à cegueira caso não seja diagnosticado e tratado corretamente”, explica Guerreiro.
A dor ocular, especialmente quando associada a uma elevação acentuada da pressão intraocular, pode se manifestar de forma pulsátil e indicar glaucoma. Outro sinal de alerta é a perda progressiva da visão periférica, que geralmente ocorre de fora para dentro. Já nas doenças maculares, os sintomas afetam principalmente a visão central, com dificuldade para enxergar detalhes, presença de áreas mais escuras, linhas distorcidas e redução da nitidez. Diante de qualquer alteração visual, é fundamental procurar avaliação oftalmológica, pois esses sinais podem estar relacionados a essas ou outras doenças oculares.
Prevenção
A beneficiária Ivanete dos Santos, aos 62 anos, mantém a rotina de cuidados com a visão. Ela utiliza óculos há cerca de dez anos, não tem nenhuma patologia grave e, mesmo assim, não descuida da prevenção. “É importante para que a gente previna e possa fazer um tratamento de acordo com o que ocorrer. A minha médica solicitou o exame, não identificou nenhum problema e orientou o retorno no fim do ano passado. Estou voltando agora para dar continuidade ao acompanhamento”, comentou a paciente.
“A melhor forma de prevenção para essas e outras doenças é a consulta oftalmológica rotineira porque não tem nada especificamente que a gente possa fazer para prevenir doenças como o glaucoma e a DMRI. A doença macular relacionada à idade tem um fator associado com tabagismo, então pessoas tabagistas têm que ficar mais atentas e de preferência não fumar, porque pode aumentar o risco dessa doença”, orienta o médico.
Fator genético
Vale lembrar também que, em se tratando de glaucoma e a DMRI, também existem fatores genéticos associados. Pessoas que têm um parente com a doença devem ficar alertas e passar por consultas rotineiramente com seu médico. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores a chances de impedir casos mais graves de baixa visão.
“A orientação que eu deixo é ir continuamente ao oftalmologista. O exame ideal é uma vez ao ano, independentemente da idade. Se você tem um fator de risco ou algum familiar com alguma dessas doenças, é mais importante ainda que passe uma vez ao ano. A consulta oftalmológica não deve ser associada apenas a trocar ou avaliar o grau dos óculos. O mais importante é que no exame oftalmológico a gente acabe avaliando também todas essas possibilidades de doenças e o diagnóstico precoce é sempre melhor para o tratamento”, concluiu o médico Marcus Guerreiro.


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