

A jaguatirica resgatada com queimaduras de terceiro grau no rosto e tratada no Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Pituaçu, em Salvador, foi devolvida à natureza nesta semana. A soltura ocorreu em uma Área de Soltura de Animais Silvestres (ASAS) no município de Campo Formoso, após a conclusão de todas as etapas clínicas e técnicas do processo de reabilitação.
O animal havia sido resgatado em janeiro, no município de Valente, no nordeste baiano, em estado grave, com desidratação intensa e lesões provocadas por queimaduras pela Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa). Encaminhada ao Cetas, a jaguatirica passou por tratamento intensivo, acompanhamento veterinário e manejo especializado, com foco na recuperação clínica e na reintrodução ao habitat natural.
Marcos Leônidas, médico veterinário do Cetas, acompanhou o animal até o momento da soltura e detalhou os cuidados e o monitoramento constante antes e durante o deslocamento. “Nesse processo é muito importante que a gente faça uma avaliação clínica prévia do animal para saber se ele está apto a fazer a viagem, fizemos a escolha de uma caixa de transporte adequada para garantir o conforto e a segurança do animal. Durante o deslocamento verificamos a temperatura para evitar um estresse térmico; a respiração do animal, se ele está ofegante, se está respirando normal além da postura e o comportamento durante o trajeto”, detalhou.
A área escolhida apresenta condições ambientais adequadas, com disponibilidade de alimento, abrigo e baixa interferência humana, sendo considerada propícia para o desenvolvimento e adaptação do animal em seu habitat natural.
Segundo o veterinário ao chegar ao local animal apresentou condições favoráveis à soltura. “No momento da soltura, ao chegar ao local previamente selecionado, a jaguatirica saiu da caixa de transporte, observou atentamente o ambiente ao redor e, em seguida, seguiu em direção à mata, demonstrando comportamento compatível com a espécie”, concluiu.
A ação contou com o trabalho integrado do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) e com o apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que colaborou com suporte técnico e equipamentos.
“Esse animal foi resgatado, cuidado e reabilitado. Hoje, volta pra casa. A liberdade dele é fruto de um trabalho, de uma parceria entre o Ibama e o Inema. E, principalmente, o compromisso que temos com a natureza. E nós seguimos aqui, lutando por muitos outros”, frisou Álcio Santos, analista ambiental Ibama.
Fonte
Ascom/Inema
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