

A Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) agora conta com mais cinco docentes que são bolsisas produtividade. Os professores Adilson Luiz Chinelatto; Eduardo Augusto Agnellos Barbosa; Luis Fernando Cerri; Marcelo Emilio; e Maria Julieta Batista de Almeida Weber foram contemplados na Chamada Pública 23/2023 – Programa de Bolsas de Produtividade em Pesquisa e/ou Desenvolvimento Tecnológico, da Fundação Araucária, no início do mês. Os pesquisadoras atuam em diferentes áreas de conhecimento, mostrando a diversidade de pesquisas realizadas na instituição.
Patrimônio


O professor Adilson Chinelatto se dedica a pesquisar células de combustível há quase 30 anos. Nesta bolsa produtividade, o objetivo é pesquisar as células de combustível de cerâmica, que produzem energia elétrica e que podem ser aplicadas em várias áreas. “Existem conjuntos de células como essa que alimentam um edifício inteiro, por exemplo”, explica o docente, enquanto aponta para uma explicação no computador. A produção de energia precisa de polos positivos e negativos, como uma pilha. Mas diferentemente da pilha, com a cerâmica, as reações químicas não alteram o material. Só há lados positivos no desenvolvimento de células de combustível para Chinelatto: “o subproduto da geração dessa energia elétrica é água, vapor de água. Então, ela não não gera poluição nenhuma. Essa é a grande sacada”, garante. Chinelatto enfatiza que a pesquisa ainda está no início, e a bolsa produtividade atua como um incentivo para o avanço das investigações. “Além disso, é uma valorização, porque auxilia em compras de produtos, principalmente objetos de laboratório, então é um incentivo e um reconhecimento”, completa.
Clima

História

A cada 11 anos, o Sol passa por um período de alta atividade magnética, o que afeta a geração de energia na Terra. É este fenômeno que o professor Marcelo Emílio busca compreender, juntamente com a equipe. “O Sol varia 0,1% dessa energia a cada 11 anos, a última ocorrência foi por volta de 2023”. O grupo avalia as alterações desde a primeira série histórica, que ocorreu em 1680. “Então o fenômeno desaparece e as manchas do Sol somem todas, depois reaparecem numa latitude maior e migram para a linha do Equador. Isso está relacionado a outros fenômenos do Sol”. Essas variações fizeram parte da pesquisa de Doutorado do Emílio, que descobriu a medida exata do Sol (um raio de 696.342 km). “Esta bolsa irá auxiliar muito no custeio de participação de eventos, publicações e compra de materiais de laboratório, fomentando ainda mais as nossas pesquisas”.
Texto: Jéssica Natal | Fotos: Jéssica Natal, Larissa Godoy





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