


Todos os anos, são reservadas seis vagas na UEPG para acadêmicos indígenas, por meio da Política de Permanência Indígena do Paraná. Neste ano, iniciam seus estudos em Medicina Ramily Maisa Fe Si Gonçalves dos Santos e Reginaldo Sé-Tanh Salles Batarse Junior; em Odontologia, Priscila dos Santos; Josias Mig Si dos Santos Mendes e Josias Roberto Renvanh Glicério em Enfermagem; e Valdimar Nénh Kyg Lourenço Pires em Pedagogia.

Para a diretora de Ações Afirmativas e Diversidade da Prae, Iomara Favoreto, esse momento é de grande alegria e responsabilidade. “Incluir estudantes indígenas no ensino superior significa reconhecer saberes, valorizar culturas, fortalecer identidades e promover justiça social”, destaca a diretora, que faz parte da Comissão Universidade para o Índio (Cuia). “Recebemos esse grupo com o sentimento de compromisso, respeito às suas trajetórias e à riqueza cultural que trazem para a Universidade. Mais do que cumprir uma política pública, a UEPG reafirma, a cada ano, seu papel como instituição inclusiva, que reconhece a diversidade como elemento essencial para a formação acadêmica e humana de toda a comunidade universitária”.
Na Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, a Diretoria de Ações Afirmativas e Diversidade é responsável por garantir a permanência qualificada desses acadêmicos na instituição. “Para isso, são ofertados atendimentos pedagógicos, acompanhamento individualizado, orientação acadêmica, apoio nas demandas específicas relacionadas à adaptação universitária, além do encaminhamento para auxílios estudantis previstos na política de assistência estudantil”, explica Iomara.

A irmã, Josiane, está no terceiro ano de Medicina na UEPG, e agora Josias se une à família como estudante de Enfermagem. “Eu escolhi a UEPG pelas boas avaliações de alguns estudantes que eu conheci ao longo do tempo, porque meus pais cursaram aqui”, conta o acadêmico. “A Universidade tem uma boa avaliação, as pessoas falam muito bem da UEPG”. No começo, o receio era de sentir muita saudade da Terra Indígena Faxinal, onde ele mora, e de seus pais. “Mas agora eu me soltei mais, já estou me acostumando”, conta.

Depois de se formar, ela quer levar o atendimento médico a comunidades indígenas em outras regiões do país. “Eu tenho muita curiosidade de conhecer outras culturas que não sejam especificamente a minha. Existem diversos povos indígenas, diversas culturas indígenas e eu tenho muita vontade de conhecer esses outros povos e essas outras culturas”, planeja.
Os calouros terão ainda uma acolhida junto aos demais estudantes indígenas nesta quinta-feira (26), às 14h, no Centro Acadêmico Indígena, no Campus Uvaranas.
Texto e fotos: Aline Jasper

















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