

Fotos: Washington Nery - Arquivo
A produção agrícola de Feira de Santana é majoritariamente orgânica, detalhe que agrega valor às culturas. Os produtores não usam defensivos químicos nas suas plantações de feijão e milho, ambas de ciclo de colheita curto, ou de mandioca e aipim, que têm prazos de colheita mais longos.
O não uso de defensivos é um dos diferenciais da agricultura de Feira, mesmo que ela tenha baixa participação na formação do PIB (Produto Interno Bruto), visto que apenas parte do que se colhe nas roças é vendida pelos produtores.
Esse tipo de produção tem ganho médio superior a 30% em relação ao produzido com o uso de defensivos. Há, portanto, maior lucro para os agricultores, desde que haja exposição do manejo realizado nas propriedades. Como não há certificação, os preços não são tão diferenciados das produções convencionais.
Os produtos produzidos sem que, durante o manejo, sejam aplicados adubos químicos ou substâncias que os protejam de pragas são mais valorizados no mercado por serem considerados saudáveis para o consumo humano. Os defensivos podem turbinar a produção, mas contaminam o solo.
As três culturas são as mais plantadas na zona rural de Feira de Santana. Todas dependem de chuvas bem distribuídas para que as colheitas atendam às expectativas. Parte da produção é destinada ao consumo das famílias, e a outra é levada para o mercado.
Os produtores agrícolas da região, em sua maioria, praticam a agricultura de subsistência. Plantam suas roças com vistas ao consumo familiar ao longo do ano, inicialmente, e vendem o excedente — não há produção exclusivamente direcionada à venda.
Daí a adoção de técnicas ancestrais de controle de pragas, o uso de ferramentas consideradas arcaicas e manejo tradicional para que as plantas se nutram sem a aplicação de insumos químicos.
A mandioca é a única cultura que gera vários subprodutos. Além da farinha, um dos produtos mais presentes nos pratos dos brasileiros de todas as regiões, dela se extraem goma, tapioca, bolos e beijus, além do uso das folhas na maniçoba, um prato típico.
Neste ano, a Prefeitura de Feira de Santana, por meio da Secretaria de Agricultura, vai distribuir 140 toneladas de sementes de feijão e 70 toneladas de sementes de milho, que serão plantadas na safra de outono/inverno.
Se as condições climáticas forem ideais para que o solo permaneça úmido e facilite o desenvolvimento das plantações, com chuvas bem distribuídas ao longo das estações, a expectativa é de altas produções para a próxima safra.


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