

O Paraná mantém sua trajetória de expansão na educação profissional e reforça sua posição de destaque nacional após a divulgação dos resultados do Censo Escolar 2025. Os dados apontam que a rede estadual de ensino possui a quarta maior proporção do País de matrículas em cursos profissionalizantes integrados ao ensino médio, com 32,9% dos estudantes nessa modalidade em relação ao total de estudantes dessa etapa – índice bem acima da média nacional, de 20,1%, e a maior da região Sul.
Realizado anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação, o Censo Escolar é a principal pesquisa estatística da educação básica brasileira, reunindo informações de aproximadamente 46 milhões de matrículas em 178,8 mil escolas públicas e privadas do País. A divulgação dos resultados ocorreu na última quinta-feira (27).
Referentes ao ano de 2025, os números do Censo por si só, já são positivos. No entanto, os dados mais recentes, já considerando o ano de 2026, mostram um avanço ainda maior. Dados da Secretaria da Educação do Paraná (Seed-Paraná) mostram que, neste ano, o percentual de alunos matriculados em cursos de educação profissional na rede estadual chegou a 34,63% do total do ensino médio, o que representa cerca de 123 mil alunos. Atualmente, são 804 colégios estaduais que ofertam educação profissional, incluindo 31 colégios agrícolas.
De acordo com o secretário estadual da Educação, Roni Miranda, a ampliação da oferta acompanha as características econômicas das regiões paranaenses e busca aproximar a formação escolar das demandas do mercado de trabalho. “Em todo o Estado existem vocações econômicas que precisam de mão de obra muito qualificada, seja em tecnologia de dados, no agronegócio, no turismo. Por isso, procuramos sempre criar e atualizar cursos pensando em como preparar os estudantes paranaenses para o mercado, esse é o espírito da educação profissional”, afirma.
Segundo o chefe do Departamento de Educação Profissional da Seed-PR, Anderson Canizella, a modalidade tem impacto direto na inserção dos jovens no mercado de trabalho e na renda futura dos estudantes. Dados acompanhados pela Seed-PR indicam que alunos que concluem a educação profissional podem alcançar ganhos salariais significativos logo no início da carreira.
Ele destaca, ainda, que a política estadual prioriza cursos alinhados aos arranjos produtivos locais, permitindo que os estudantes iniciem a trajetória profissional ainda durante a formação escolar, a partir dos 14 anos, conciliando aprendizado e experiência prática. “O aumento da procura por cursos de educação profissional na rede estadual é um reflexo desse trabalho, em que associamos a questão pedagógica, com matrizes atualizadas, com a questão do investimento em laboratórios que possam atender as necessidades dos alunos por meio de parcerias com o Sistema S - o Senai, de Aprendizagem Industrial, e Senac, de Aprendizagem Comercial. São pontos que fortalecem a oferta da educação profissional”, explica Canizella.
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CONTEÚDO E MUNDO DO TRABALHO- A atualização constante das matrizes curriculares busca garantir que o conteúdo aprendido em sala esteja conectado às transformações do mundo do trabalho. Regiões como Londrina e Maringá, por exemplo, que em anos recentes têm sediado empresas de tecnologia, demandam profissionais qualificados com o que há de mais avançado no mercado.
Do mesmo modo, os 31 colégios agrícolas recebem investimentos em laboratórios e equipamentos tecnológicos, como tratores, drones e colheitadeiras, alinhados às demandas do agronegócio paranaense. De acordo com Canizella, a capacidade de atendimento da rede procura acompanhar a demanda dos estudantes, para diminuir as chances de deixar alguém de fora.
Atualmente, mais de 90% dos alunos que buscam a educação profissional conseguem vaga em algum dos cursos ofertados pela rede estadual, embora determinadas formações mais recentes ou ligadas à área tecnológica apresentem concorrência maior.
CURSO DE IA É NOVIDADE DE 2026– Como parte dessa estratégia de valorização da educação profissional, o Paraná passou a ofertar, a partir deste ano, o curso técnico em Inteligência Artificial e Dados. Inicialmente, a formação está disponível em 32 colégios estaduais, atendendo cerca de 2 mil alunos, colocando o Paraná entre os primeiros estados brasileiros a disponibilizar um curso técnico em Inteligência Artificial na rede pública.
Das vagas ofertadas, 900 foram viabilizadas por meio de parceria com o Sistema S, com 22 turmas pelo Senac e outras três pelo Senai. O curso é realizado de forma presencial, com aulas práticas em laboratórios de informática e uso de dispositivos tecnológicos em sala.
Integrada ao ensino médio, a formação permitirá que o estudante conclua simultaneamente a etapa regular e o curso técnico ao longo dos três anos, sem prejuízo ao cumprimento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
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