

A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) realizou, na última semana, em Altamira, a 5ª edição do curso de capacitação em Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), com foco em restauro florestal. A iniciativa integra a estratégia do Governo do Pará de fortalecer a agenda de incentivos ambientais na região da Transamazônica, aliando produção rural, regularização ambiental e geração de renda.
A capacitação ocorre em um momento estratégico para o território, onde estão em curso iniciativas estruturantes como o Projeto Valoriza Territórios Sustentáveis (Valoriza TS), desenvolvido em parceria com o Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) e a Fundação Solidaridad. A ação promovem a recuperação de passivos ambientais, a implementação de sistemas agroflorestais e o fortalecimento de cadeias produtivas de baixo carbono na região.
Para expandir a agenda de PSA na Transamazônica, a Semas capacitou técnicos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), representantes de secretarias municipais de meio ambiente, instituições públicas locais, instituições de pesquisa, sindicatos, organizações da sociedade civil e entidades do setor produtivo. Participaram do curso representantes do Ideflor-Bio, Emater (regional e escritórios locais), Sindicato dos Produtores Rurais de Altamira, Universidade Federal do Pará (UFPA), Associação Rede Terra do Meio, Instituto Juma e TNC, entre outros parceiros do terceiro setor que atuam diretamente no território.
Outro destaque foi a presença da Associação Rede Terra do Meio, que participa da construção de um projeto-piloto de PSA voltado para territórios coletivos na região do Xingu, iniciativa que busca adequar o instrumento às especificidades sociais e produtivas dessas áreas.
Capacitação como instrumento de fortalecimento da política pública
Representando o Ipam, Bruna Balieiro destacou que, em um território complexo como a Transamazônica, marcado por desafios fundiários e ambientais históricos, a capacitação é fundamental para garantir que políticas como o PSA sejam implementadas com aderência à realidade local. “A capacitação permite que os técnicos compreendam de forma estruturada como a política funciona - critérios, monitoramento, pagamentos e benefícios - mas, principalmente, fortalece o papel do profissional de Ater como tradutor dessa política no campo. É ele quem dialoga com o agricultor, escuta suas percepções e traz de volta essa experiência prática, contribuindo inclusive para o aprimoramento da própria política pública”, afirmou.
A servidora da Semas, Carmen Martins, reforçou a importância da articulação entre o Estado e os profissionais que atuam diretamente com os produtores rurais. “Quando essa informação é qualificada e repassada aos profissionais que estão no dia a dia com os produtores, conseguimos garantir uma multiplicação mais eficiente das políticas públicas. O PSA, além de apoiar a regularização ambiental e a recuperação de passivos, pode promover a diversificação da renda, como a implantação ou expansão de sistemas agroflorestais. A capacitação fortalece essa ponte entre o Estado e quem está no território”.
A 5ª edição do curso reafirma o compromisso do Governo do Pará em desenvolver o PSA como instrumento estratégico da política ambiental do Estado, ampliando a rede de parceiros e fortalecendo iniciativas que integram conservação, produção e desenvolvimento sustentável.
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