

Teve início nesta terça-feira (3) e segue até o dia 8 de março, o terceiro ciclo do defeso do caranguejo-uçá em 2026. O Governo do Estado reforça a importância da medida para a proteção da espécie e a conservação dos manguezais paraenses. Equipes do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade (Ideflor-Bio) intensificam as orientações junto à população e aos setores envolvidos na cadeia produtiva do crustáceo durante o período de restrição.
Vale lembrar que o primeiro ciclo do defeso neste ano ocorreu de 1º a 6 de fevereiro, conforme calendário oficial, e integra um conjunto de datas estabelecidas ao longo do primeiro semestre. Além desse período, o cronograma inclui os intervalos de 17 a 22 de fevereiro, 3 a 8 de março, 18 a 23 de março, 1º a 6 de abril e 17 a 22 de abril. Durante esses dias, ficam proibidos a captura, o transporte e a comercialização do caranguejo-uçá, em diversos estágios da espécie, sob pena de multas e demais sanções previstas na legislação ambiental.
A restrição ocorre justamente durante a chamada “andada”, fase reprodutiva em que o caranguejo-uçá deixa as tocas e se desloca pelos manguezais para acasalamento, tornando-se mais vulnerável à captura. A proteção nesse momento é considerada estratégica para garantir a renovação dos estoques naturais e manter o equilíbrio ecológico desses ecossistemas, fundamentais para a biodiversidade costeira do Estado.
A comercialização da espécie só é permitida mediante declaração de estoque registrada junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), informando a quantidade existente antes do início de cada ciclo do defeso. A medida busca assegurar maior controle sobre o produto ofertado nos mercados e evitar que exemplares capturados irregularmente sejam inseridos na cadeia de consumo.
Monitoramento e fiscalização -Para assegurar o cumprimento das regras, equipes do Ideflor-Bio e da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) intensificam ações de orientação e fiscalização em feiras livres, mercados e pontos de venda de diversos municípios paraenses. O foco é coibir a comercialização irregular, além de conscientizar consumidores, comerciantes e catadores sobre a importância de respeitar o período de defeso.
Em Soure, a equipe da Gerência da Região Administrativa do Marajó (GRM), deu início nesta terça-feira (3) a ações de monitoramento e fiscalização do período do defeso do caranguejo-uçá e de espécies de peixes previstas na Portaria do Ibama nº 48/2007. O trabalho de conscientização seguirá para outros municípios do arquipélago ao longo dos próximos dias.
Segundo o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, a medida é fundamental para garantir a sustentabilidade da atividade no longo prazo. “O defeso do caranguejo-uçá é uma estratégia indispensável para proteger o ciclo reprodutivo da espécie, preservar os manguezais e garantir que as futuras gerações continuem dependendo desse recurso de forma sustentável”, afirmou. Ele reforçou, ainda, que a colaboração da sociedade é decisiva para o sucesso da iniciativa, destacando que respeitar o defeso significa proteger a biodiversidade e fortalecer os meios de vida das comunidades tradicionais que dependem dos manguezais no Pará.
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