

Para muitas famílias, a primeira suspeita de atraso no desenvolvimento infantil surge ainda nos primeiros anos de vida e é na Unidade Básica de Saúde (UBS) que na maioria das vezes ocorre o primeiro atendimento. Ter um profissional preparado para escutar, orientar e encaminhar corretamente pode fazer diferença no tempo e na qualidade do cuidado.
O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), tem aplicado recursos na qualificação dos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) para o atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). A proposta é fortalecer quem está na porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando a capacidade da rede de identificar sinais precoces no neurodesenvolvimento e orientar as famílias de forma mais segura e eficaz.
Entre 2018 e 2025, o Estado investiu R$ 3,3 milhões em capacitações específicas na área, contemplando 670 profissionais no período. A formação é desenvolvida pela Escola de Saúde Pública do Paraná, com parceria técnica do Scott Center for Autism Treatment, vinculado ao Florida Institute of Technology, referência no tema.
Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o investimento na base do sistema é estratégico. “A Atenção Primária é o primeiro contato da família com o serviço de saúde. Quando qualificamos esses profissionais, estamos garantindo que o cuidado comece no tempo certo e com responsabilidade técnica. Esse investimento fortalece a rede e dá mais segurança para pais e mães que buscam apoio no SUS”, afirma o secretário.
“Ao transformar a capacitação em política permanente, o Paraná consolida uma rede pública mais preparada para acolher, orientar e acompanhar pessoas com TEA desde os primeiros sinais, reforçando o compromisso do Estado com um atendimento estruturado e humanizado”, completa.
MULTIPROFISSIONAL- As iniciativas de capacitação multiprofissional sobre autismo no Paraná demonstram alcance estadual. O curso de Análise do Comportamento Aplicada (ABA) envolveu profissionais de 80 municípios. Já o Curso de Aperfeiçoamento em Avaliação e Atendimento à Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo capacitou 326 profissionais em 140 municípios, cobrindo as 22 Regionais de Saúde. Destes, 77 municípios tiveram profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) formados neste último curso, também presentes nas 22 regionais.
A formação reúne diferentes categorias profissionais, fortalecendo o cuidado multiprofissional. No Curso de Capacitação Multiprofissional em ABA, 71% dos formados são médicos ou enfermeiros, o que reforça a qualificação das equipes que realizam o primeiro atendimento nas UBS. No Curso de Aperfeiçoamento, 42,33% são profissionais da Psicologia, 10,43% fonoaudiólogos, 7,67% enfermeiros e 6,44% médicos, além de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, psicopedagogos, pedagogos e outros profissionais da área da saúde e da gestão.
Ao longo dos anos, a estratégia incluiu cursos multiprofissionais, capacitações voltadas também a pais e cuidadores e, recentemente, um curso de aperfeiçoamento com aulas presenciais ministradas por docentes internacionais. Para garantir a participação das turmas, a Sesa custeou despesas como alimentação e hospedagem dos profissionais, assegurando que a formação alcançasse diferentes regiões do Estado.
Com profissionais mais preparados na Atenção Primária, parte dos casos pode ser acompanhada diretamente nas UBS, com orientação adequada e encaminhamentos mais assertivos quando necessários. Isso contribui para organizar o fluxo da rede e direcionar os serviços especializados aos atendimentos de maior complexidade.
POLÍTICA ESTADUAL- A política estadual foi consolidada com a implementação da Lei 19.584/2018 , que estabeleceu diretrizes para o atendimento às pessoas com TEA no Paraná. Na prática, a legislação deu base a uma atuação que já vinha sendo estruturada com foco na qualificação da rede pública. Além disso, a Secretaria da Saúde do Paraná publicou a Resolução nº 1681/2025, que institui o Programa Estadual de Apoio à Pessoa com Suspeita ou Diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O programa receberá aporte de R$ 43,4 milhões ao ano e, inicialmente, abrange 301 municípios e 363 equipes de atendimento que já estão aptas, conforme os termos da resolução própria da Secretaria da Saúde. Essas equipes ampliarão as ações e serviços de tratamento e reabilitação das pessoas diagnosticadas com Deficiência Intelectual e/ou TEA.
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