

Na terça-feira (3/3), a sede do Instituto Serzedello Corrêa, em Brasília, recebeu o evento que marca a abertura oficial dos festejos pelos 400 anos das Missões Jesuíticas Guaranis no Rio Grande do Sul. Organizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), por iniciativa do ministro Augusto Nardes, o encontro celebrou a cultura missioneira com exposições de fotografias e pinturas, além de apresentações de música, dança e declamação de poesia. A iniciativa contou com o apoio do governo do Estado, por meio da Representação em Brasília, do Banrisul e das secretarias da Cultura e de Turismo.
O secretário da Cultura, Eduardo Loureiro, destacou que a realização do evento na capital federal confere visibilidade nacional às festividades. Ele ressaltou que as Missões representam uma civilização única no mundo, fundamentada em princípios de solidariedade e justiça social.
O objetivo principal, segundo Loureiro, é tornar essa rica história mais conhecida e transformar o legado em desenvolvimento econômico e social, impulsionado por um investimento do governo do Estado de quase R$ 60 milhões e uma agenda com mais de cem atividades ao longo do ano. Ex-prefeito de Santo Ângelo, o secretário também expressou seu orgulho pessoal como "missioneiro", lembrando que a defesa dessa causa histórica sempre foi uma de suas maiores motivações na vida pública.

O secretário de Turismo, Ronaldo Santini, corroborou a importância do evento em Brasília como um marco para dar maior protagonismo à região. Ele explicou que o aumento projetado para o fluxo turístico exige um trabalho contínuo e coordenado, o que já se reflete na concessão aeroportuária à iniciativa privada e na forte promoção do destino — a exemplo do recente destaque dado às Missões na maior feira de turismo da Europa, em Lisboa.
Santini frisou que a história e a economia do Estado estão intrinsecamente ligadas ao território missioneiro e anunciou que a edição deste ano da feira ExpoTchê, na capital federal, será tematizada com os 400 anos do legado jesuíta para reforçar ainda mais essa visibilidade.
Representando o legado cultural, a embaixadora dos 400 anos das Missões, Marianita Ortaça, enfatizou a necessidade de exaltar uma trajetória de mais de quatro séculos, lembrando que tradições gaúchas, como a cultura do mate e o cooperativismo, nasceram nessa "terra sagrada".
Ela homenageou o legado de seu pai — que, ao lado de ícones como Noel Guarani, Cenair Maicá e Jayme Caetano Braun, criou a música missioneira —, um movimento focado em divulgar as belezas locais e reivindicar igualdade. Para a embaixadora, celebrar esse marco é uma oportunidade de resgatar valores atemporais como união, transcendência e temperança para a atualidade, representando com honra o amor do povo missioneiro.

Texto: Fábio Paiva/Ascom EBSB
Edição: Secom
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