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Com tecnologia de ponta, unidades móveis de tratamento de água vão dobrar produção da ETA Embu-Guaçu, na Grande SP

Ampliação da estação de tratamento de água faz parte de um pacote de investimentos que somam R$ 966 milhões até 2029 para universalizar o saneament...

05/03/2026 às 07h30
Por: Redação Fonte: Secom SP
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A obra faz parte do pacote do “Na Rota da Água”, que prevê cerca de 1.100 entregas até 2029 pela Sabesp Foto: Divulgação/Governo de SP
A obra faz parte do pacote do “Na Rota da Água”, que prevê cerca de 1.100 entregas até 2029 pela Sabesp Foto: Divulgação/Governo de SP

A Estação de Tratamento de Água (ETA) Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, recebeu duas novas unidades móveis de tratamento de água, que ajudarão a ampliar a produção de 110 litros por segundo para 220 litros por segundo, beneficiando diretamente 60 mil moradores. A obra faz parte do pacote do “Na Rota da Água”, que prevê cerca de 1.100 entregas até 2029 pela Sabesp.

As duas unidades móveis são módulos individuais e possuem tecnologia de tratamento de água considerada uma das mais modernas no mundo, adquiridas com investimento de R$ 16,5 milhões, e que já estão em pleno funcionamento. Esse tipo de tratamento possibilita a produção de água potável em processos mais rápidos, com sistema de ultrafiltragem por membranas, tecnologia que tem sido adotada em locais de rápido crescimento populacional.

Outra vantagem dessa tecnologia é que ela não necessita de grande espaço físico para implementação, ao contrário das estações de tratamento tradicionais, e também podem ser montadas com mais rapidez.

Do ponto de vista da qualidade da água, nada muda. Ambos os processos, o tradicional e o realizado por ultrafiltragem, passam por um rígido controle de qualidade e de dosagem de produtos químicos para atingir o padrão de potabilidade exigido pelo Ministério da Saúde.

A ampliação da ETA faz parte de um pacote de investimentos da Sabesp na região de Itapecerica, Embu-Guaçu e Embu das Artes, que somam R$ 966,2 milhões até 2029, um aumento de investimento por habitante na região de 510%.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

Essas ações também se inserem no esforço mais amplo do Governo do Estado de São Paulo para ampliar a segurança hídrica e fortalecer a resiliência urbana frente a eventos climáticos extremos. Desde 2023, está em execução o maior pacote de investimentos da história do Estado voltado ao combate às enchentes e à infraestrutura hídrica, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), com obras estruturais, soluções baseadas na natureza e modernização do monitoramento hidrometeorológico.

“A ampliação da Estação de Tratamento de Embu-Guaçu faz parte de um projeto maior para levar resiliência hídrica para a região de Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu e Embu das Artes. Entregamos também a primeira etapa da adutora Alça Sudoeste, de 3 km. A segunda parte será entregue ainda neste semestre. A previsão é de investir mais R$ 797 milhões em obras nos próximos anos, quase cinco vezes mais do que foi investido nos dois primeiros anos após a desestatização”, disse a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende.

Mais investimentos

Uma importante obra na região, do programa Nossa Guarapiranga, com objetivo de universalizar a coleta e o tratamento de esgoto no entorno da represa, deve ser entregue nos próximos meses. Em Itapecerica da Serra, serão colocadas em operação três novas estações de bombeamento de esgoto e cerca de 36 quilômetros de tubulações.

As estruturas vão encaminhar o esgoto para a estação de tratamento em Barueri, contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade das águas do Rio Embu-Mirim e da Represa Guarapiranga. O investimento é de R$ 59 milhões e beneficia diretamente 400 mil moradores.

O Programa Nossa Guarapiranga contempla a implantação de 650 km de redes, 23 novas estações elevatórias, a modernização de outras seis e a conexão de 90 mil imóveis – incluindo 25 mil residências em áreas informais.

Planejamento

A Região Metropolitana de São Paulo atravessa um dos períodos mais difíceis de estiagens em 10 anos, com índices de chuva entre 40% e 70% abaixo da média e vazões afluentes drasticamente reduzidas. Os efeitos das mudanças climáticas já são evidentes: chuvas cada vez mais irregulares, ondas de calor mais frequentes e demanda elevada agravam a escassez hídrica.

O Plano de Segurança Hídrica previsto no novo contrato da Sabesp, firmado após a desestatização, prevê o investimento de R$ 70 bilhões até 2029 para universalizar a oferta de água e esgoto.

O Estado de São Paulo recebeu em 2025 o maior investimento da história em obras para ampliar o acesso da população à água e esgoto tratado. Foram R$ 15,2 bilhões aplicados pela Sabesp, valor 120% superior aos R$ 6,9 bilhões do ano anterior.

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