

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta quinta-feira (5) ao Supremo Tribunal Federal (STF) parecer favorável à restauração da vigência da resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM) que proíbe a realização da chamada assistolia fetal para interrupção de gravidez.
O procedimento é usado pela medicina nos casos de abortos previstos em lei, como caso de estupro, anencefalia e para salvar a vida da gestante.
Em 2024, o ministro Alexandre de Moraes suspendeu liminarmente a resolução após analisar uma ação do PSOL contra a norma. Na ocasião, o ministro entendeu que houve abuso do poder regulamentar do CFM ao fixar regra não prevista em lei para impedir a realização do procedimento pelos médicos.
Para o Conselho, o ato médico da assistolia provoca a morte do feto antes do procedimento de interrupção da gravidez. Dessa forma, o procedimento deveria ser vetado.
No parecer, o procurador disse que cabe ao CFM resolver dilemas éticos do exercício da medicina e “não há arbitrariedade” na proibição.
“Ainda que se quisesse ver uma pretensão exigível ao aborto no caso do estupro, isso não tolheria o dever-direito do conselho de recusar o uso de técnica que, ao seu juízo técnico, é cruel para com o ainda não nascido que já se desenvolveu por mais de cinco meses no ventre materno”, disse Gonet.
Com o parecer da PGR, o Supremo poderá analisar o caso de forma definitiva. Não há prazo para o julgamento.
Justiça Regras do período de defeso eleitoral começam a valer neste sábado
Justiça AGU notifica Google para remover perfis que promovem apostas ilegais
Justiça STF marca para 19 de agosto julgamento sobre sucessão no governo do RJ
Justiça Atuação da PGE/SC garante decisão do TJSC que isenta Jucesc de responsabilidade por fraudes com assinaturas digitais de terceiros
Justiça Defesa reforça pedido de manutenção da prisão domiciliar de Bolsonaro
Justiça e Cidadania Estado promove capacitação para os 589 novos agentes de socioeducação do Paraná Mín. 13° Máx. 20°





