

A comunidade Monte Sião, localizada na Floresta Estadual de Faro, na região oeste paraense, celebrou mais um importante capítulo na proteção da fauna amazônica com a realização da terceira soltura de quelônios da região. A ação ocorreu neste sábado (7) e resultou na devolução de mais de 1.200 filhotes à natureza, entre duas espécies nativas: a tartaruga-da-amazônia e o calalumã. A iniciativa integra os esforços de conservação desenvolvidos dentro da unidade de conservação estadual.
A atividade é fruto de um trabalho comunitário que envolve moradores da região ao longo de vários meses. Desde a coleta dos ovos nas áreas de desova até o acompanhamento da eclosão e soltura dos filhotes, todo o processo leva cerca de três meses e exige dedicação e vigilância permanente. A estratégia aumenta significativamente as chances de sobrevivência das espécies, reduzindo os riscos de predação natural e da ação humana.
Ao longo das três edições do projeto, mais de 2.500 quelônios já foram reintroduzidos no ambiente natural. O trabalho conta com o apoio do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), por meio da Diretoria de Gestão e Monitoramento de Unidades de Conservação (DGMUC) e da Gerência da Região Administrativa da Calha Norte II (GRCNII), que acompanham e fortalecem a iniciativa desde a primeira edição.
Participação -Para o líder comunitário de Monte Sião e coordenador do projeto, Irenilson Araújo, o envolvimento dos moradores é o que torna a ação possível e garante a continuidade do trabalho. Segundo ele, a mobilização coletiva demonstra o compromisso da comunidade com a proteção das espécies e com o futuro da região.
“Para nós é muito gratificante desenvolver esse trabalho aqui na comunidade. Todo mundo se envolve de forma voluntária, desde a coleta dos ovos até o cuidado com os filhotes. A cada ano vemos mais pessoas participando e valorizando esse momento. Nosso desejo é que as futuras gerações também possam conhecer essas espécies que fazem parte da nossa região”, destacou o líder comunitário.
Irenilson também ressaltou que o evento se tornou um momento especial para a comunidade, reunindo moradores e visitantes que acompanham a devolução dos filhotes ao rio. Para ele, participar diretamente desse processo é motivo de orgulho. “É uma sensação de felicidade muito grande. Ver cada vez mais pessoas envolvidas e perceber que o trabalho cresce a cada ano nos dá ainda mais motivação para continuar”, complementa o morador.
Relevância -O diretor de Gestão e Monitoramento de Unidades de Conservação do Ideflor-Bio, Ellivelton Carvalho, destacou a relevância da parceria entre o órgão ambiental e a comunidade para o sucesso da iniciativa. “É com muita honra que hoje o Ideflor-Bio está aqui na Floresta Estadual de Faro, na comunidade de Monte Sião, para a soltura de mais de 1.200 quelônios de água doce. Essas espécies precisam ser preservadas, e a comunidade, em parceria com o órgão, realiza esse trabalho fundamental de proteção da biodiversidade. Para nós é uma alegria participar desse momento tão importante”, enfatizou.
Com 29 unidades de conservação estaduais sob gestão do Ideflor-Bio, a Floresta Estadual de Faro se destaca como exemplo de gestão compartilhada entre o poder público e as populações tradicionais. Iniciativas como a soltura de quelônios reforçam o compromisso com a preservação da biodiversidade e mostram que a participação comunitária é uma das principais aliadas na proteção da Amazônia
A assessora de gestão do Ideflor-Bio, Lena Pinto, também ressaltou a importância da iniciativa para a conservação ambiental. “Esse projeto demonstra como o conhecimento tradicional e o engajamento comunitário são essenciais para a proteção da biodiversidade amazônica. Quando a comunidade se torna protagonista das ações de conservação, os resultados se tornam ainda mais duradouros e positivos para o meio ambiente”, disse a gestora.
Parceria -A ação conta ainda com o apoio da Associação dos Moradores Tradicionais da Floresta Estadual de Faro (Amoflota), do Instituto do Homem e do Meio Ambiente (Imazon), da Prefeitura e da Câmara Municipal de Faro, as quais desempenham papel fundamental na mobilização dos moradores e na organização das atividades relacionadas ao manejo e proteção dos ninhos. A cooperação entre instituições e comunidade tem sido determinante para consolidar o projeto ao longo dos anos.
A presidente da Associação de Moradores da Floresta Estadual de Faro (Amoflota), Gislene Nogueira, destacou a importância da mobilização comunitária para a continuidade das ações de conservação na região. Segundo ela, iniciativas como a soltura de quelônios fortalecem a união entre os moradores e contribuem diretamente para a proteção da natureza. “Que essa ação continue cada vez mais, para que a gente possa se unir ainda mais e, a cada ano, fortalecer esse trabalho. É algo muito importante para a natureza. O meu muito obrigado, e que todos se sintam bem-vindos e acolhidos”, afirmou.
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