

A Prefeitura de São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, firmou um convênio com a concessionária Ecovias Noroeste Paulista com o objetivo de estabelecer uma parceria público-privada voltada à gestão ambiental responsável, à compensação ecológica e ao uso de tecnologias sustentáveis. O acordo formaliza a destinação adequada de plântulas (pequenas mudas) e sementes coletadas durante as obras de ampliação da Rodovia Washington Luís (SP-310), além da implantação de biodigestores para o tratamento de resíduos orgânicos no município.
Durante a manhã desta terça-feira, 10 de março, o projeto foi apresentado com a inauguração dos biodigestores instalados no Zoobotânico Municipal e apresentação do Projeto de Resgate e Destinação de Mudas e Sementes. A ação integra a parceria público-privada voltada à inovação ambiental, à gestão sustentável de resíduos orgânicos e ao fortalecimento das políticas de recuperação e arborização urbana no município, além da educação ambiental.

A cerimônia foi conduzida pelo assessor da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Marcus Peçanha, e reuniu representantes da Prefeitura, parceiros institucionais e técnicos envolvidos no projeto, alunos do projeto Anjo da Guarda e da Secretaria Municipal de Educação, da escola Regina Mallouk que participaram de uma aula de educação ambiental sobre o sistema.
Durante o evento, o secretário municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, coronel Paulo Pagotto Júnior, destacou a importância da iniciativa para ampliar as soluções sustentáveis adotadas pelo município. Em seu discurso, ele ressaltou o papel estratégico do Viveiro Municipal e do Zoobotânico nas políticas de conservação, educação ambiental e gestão de resíduos.
Especialistas e técnicos também apresentaram diferentes aspectos do projeto. O representante da empresa HomeBiogas, Leandro Toledano, explicou o funcionamento da tecnologia utilizada nos biodigestores — de origem israelense — que permite transformar resíduos orgânicos em biogás e biofertilizante, ampliando as possibilidades de reaproveitamento sustentável desses materiais.
A gestora do Zoobotânico, Camila Sparvoli, explicou como os biodigestores passarão a ser utilizados na gestão dos resíduos orgânicos gerados no parque, contribuindo para tornar o espaço ainda mais sustentável. Já o engenheiro agrônomo Otton Arruda, do Viveiro Municipal, apresentou o projeto que prevê o aproveitamento de mudas e sementes provenientes de ações de compensação ambiental para apoiar iniciativas de arborização urbana e restauração ambiental.
A coordenadora de Sustentabilidade da Ecovias Noroeste Paulista, Nayara Sampaio, abordou o compromisso ambiental da concessionária e destacou a importância das parcerias institucionais e das ações de compensação ambiental associadas às obras rodoviárias.
A secretária municipal de Educação, Rosicler Quartieri, também participou do evento e ressaltou o potencial educativo da iniciativa, que poderá ser integrada às atividades de educação ambiental desenvolvidas com estudantes da rede municipal.
Ao final da cerimônia, os participantes visitaram os biodigestores instalados no local e acompanharam uma apresentação prática sobre o funcionamento da tecnologia.
O convênio prevê que as mudas e sementes coletadas pela Ecovias durante as obras de implantação da terceira faixa e das vias marginais, no trecho entre São Carlos e São José do Rio Preto, sejam trazidas ao município. O material vegetal será incorporado ao estoque do Viveiro Municipal, que ficará responsável por sua adequada destinação, priorizando ações de plantio urbano, recuperação de áreas degradadas e projetos de restauração ambiental.A iniciativa reforça o papel técnico do Viveiro Municipal, reconhecido por sua expertise na produção de mudas, planejamento de plantios e apoio às políticas públicas ambientais.
As principais obrigações assumidas pela Prefeitura na parceria estão: receber, armazenar e manejar corretamente as plântulas e sementes doadas; definir a destinação ambiental mais adequada, conforme a demanda por restauração e arborização; elaborar e encaminhar relatórios técnicos à Ecovias sempre que solicitado, no prazo máximo de 30 dias, detalhando os locais de plantio e a finalidade do uso do material vegetal. Com isso, o convênio assegura transparência, rastreabilidade e controle ambiental de todo o processo.
Como parte do acordo, a Ecovias Noroeste Paulista compromete-se a entregar o material vegetal em boas condições de conservação e a promover a locação de três biodigestores para o município, pelo prazo máximo de 24 meses. Os custos de implantação e retirada dos equipamentos serão integralmente assumidos pela concessionária.Os biodigestores previstos são do modelo HomeBiogas 7.0 ou equivalente, tecnologia que permite a transformação de resíduos orgânicos em biogás e biofertilizante, contribuindo para a redução de resíduos enviados a aterros e para a adoção de soluções inovadoras na gestão ambiental urbana.Além disso, o fornecedor responsável deverá capacitar equipes da Prefeitura para o correto manuseio dos equipamentos, garantindo segurança, eficiência operacional e sustentabilidade do sistema.
O convênio também prevê a possibilidade de locação de um triturador de carga orgânica, pelo mesmo período de 24 meses, condicionado à análise técnica de um Comitê de Avaliação. Essa etapa reforça o caráter planejado e técnico da iniciativa, assegurando que a implementação ocorra de forma compatível com a infraestrutura e as necessidades do município.O acordo entra em vigor a partir de sua assinatura e terá validade até 24 meses após a entrega das últimas plântulas, sementes ou mudas. O termo inclui cláusulas específicas sobre legislação anticorrupção, proteção de dados pessoais, sustentabilidade ambiental, responsabilidade social e direitos humanos, garantindo total conformidade com a legislação vigente.Também está prevista a possibilidade de divulgação institucional da parceria pelas partes, reforçando a transparência e o caráter público da iniciativa.
O convênio firmado entre a Prefeitura de São José do Rio Preto e a Ecovias Noroeste Paulista consolida uma importante ação de compensação ambiental, aliando preservação, inovação tecnológica e gestão responsável dos recursos naturais. A iniciativa contribui diretamente para o fortalecimento das políticas ambientais do município, ampliando a capacidade de recuperação de áreas verdes e promovendo soluções sustentáveis para o tratamento de resíduos orgânicos.Trata-se de mais um passo estratégico rumo a uma cidade mais sustentável, resiliente e comprometida com o meio ambiente e a qualidade de vida da população.
O biodigestor HomeBiogas 7.0, modelo instalado no Zoobotânico e no Viveiro é um sistema autônomo projetado para converter resíduos orgânicos em biogás para cozimento e biofertilizante líquido natural. A capacidade de alimentação do biodigestor permite processar até 10 kg de resíduos orgânicos (restos de comida) por dia ou até 60 kg de esterco animal por dia.
Produção de Biogás:Gera de 5 a 7 horas diárias de biogás para cozimento, o que pode ser suficiente para as necessidades diárias de uma família ou pequenas instituições. Em um hospital de Rio Preto, por exemplo, ele produz de 6 a 8 horas de gás por dia.Uso do Biogás:O gás metano produzido é canalizado para um fogareiro de duas bocas que acompanha o equipamento, permitindo seu uso direto na cozinha.Produção de Biofertilizante:O efluente líquido resultante do processo de biodigestão é um fertilizante natural rico em nutrientes, que pode ser utilizado em hortas e jardins.Espaço Necessário:O sistema ocupa uma área de aproximadamente 10 m² para instalação.Funcionamento: Opera através da digestão anaeróbica (ausência de oxigênio) realizada por bactérias, sem a necessidade de energia elétrica para o processo básico.Sustentabilidade:É uma solução ecológica que contribui para a gestão sustentável de resíduos, reduzindo a quantidade de matéria orgânica enviada a aterros e gerando energia limpa localmente.
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