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Montanhismo cresce 93,7% nas Unidades de Conservação do Paraná em cinco anos

Levantamento do Instituto Água e Terra apontou que os parques estaduais de montanha — Serra da Baitaca, Pico do Marumbi e Pico Paraná — tiveram um...

12/03/2026 às 11h05
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST
Foto: Denis Ferreira Netto/SEDEST

Considerado berço do montanhismo no País desde que Joaquim Olímpio Carmeliano de Miranda conquistou o Pico Olimpo, cume mais alto do Conjunto Marumbi, em Morretes, no Litoral, em 1879, o Paraná registra um incremento da prática do esporte nas Unidades de Conservação (UCs) administradas pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

Levantamento coordenado pelo órgão ambiental apontou que os parques estaduais de montanha do Paraná — Serra da Baitaca (entre Piraquara e Quatro Barras), Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras) e Pico Paraná (Campina Grande do Sul e Antonina) — tiveram um aumento de 93,7% no número de visitantes em cinco anos, passando de 63.423 pessoas em 2021 para 122.847 em 2025.

O destaque foi o Parque Estadual Serra da Baitaca, que saltou de 42.208 frequentadores em 2021 para 88.209 em 2025, crescimento de 109%. O Pico Paraná passou de 8.304 visitantes para 15.056 (81,3%) e o Pico Marumbi de 12.911 para 19.582 (51,7%).

“Esse crescimento nas visitações decorre de três fatores: aumento de atividades esportivas como corridas de aventura e montanhismo; proximidade a grandes centros urbanos como a Região Metropolitana de Curitiba; e, por fim, as iniciativas implementadas pelo Instituto Água e Terra, melhorando a infraestrutura das Unidades de Conservação, o que garante uma melhor experiência de visitação”, afirma o diretor de Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto.

Com 122.847 pessoas, os parques de montanha receberam 18,45% de todo o público registrado pelo IAT nas Unidades de Conservação do Estado ao longo do ano passado (665.710 turistas).

“São dados importantíssimos, confirmando a procura cada vez maior da população por áreas naturais, algo extremamente benéfico para a saúde e qualidade de vida das pessoas. Mas é sempre importante ressaltar, estimulamos com diferentes ações que essa visitação caminhe junto com a educação ambiental e a conscientização ambiental. Aquele velho ditado: quem conhece, cuida”, diz a chefe dos parques estaduais Serra da Baitaca e Pico Paraná, Marina Rampim.

CADASTRO– Incremento no turismo que demanda cuidados com a segurança dos frequentadores por parte do Estado. Para isso, o IAT reforça a importância do preenchimento do cadastro por parte dos visitantes já na entrada das UCs, antes de iniciar o processo de escalada – nos parques com montanha os visitantes recebem uma série de orientações no momento de entrada, com a anuência de um termo de risco.

“O cadastro deve ser feito tanto na entrada quanto na saída dos parques para garantir a segurança dos visitantes, já que é com ele que conseguimos saber quando as pessoas entraram no parque. Além disso, a partir da baixa do cadastro na saída, e do tempo médio de conclusão das trilhas que conhecemos, podemos saber se a pessoa já saiu da UC ou se é necessário acionar algum órgão de resgate”, explica o gerente de Áreas Protegidas da Diretoria de Patrimônio Natural do IAT, Jean Alex dos Santos.

Entre as informações necessárias, os usuários precisam indicar contato de emergência, dados relacionados à saúde e preparo físico, se têm experiência em ambientes montanhosos, além da indicação de equipamentos de segurança, como lanternas, apitos e pilhas.

Os funcionários do IAT fornecem também todas as instruções necessárias para entrar no parque, como estar com vestimentas adequadas, água e alimentação suficientes, e recomendações sobre não entrar sozinho na UC – o indicado é um grupo de no mínimo três pessoas. Para quem não possui experiência ou não conhece o parque, também é recomendada a contratação de guias ou condutores especializados. Ou, ainda, a realização das trilhas junto de alguém que conheça o local e já tenha feito o trecho anteriormente.

“Quando os visitantes são informados dos riscos logo na entrada, eles fazem a trilha com uma atenção redobrada, algo que diminui a chance de incidentes”, destaca o gerente.

PICOS DIFERENTES– O IAT ressalta, contudo, que cada Unidade de Conservação possui sua própria regulamentação, de acordo com a característica ambiental do parque. Por isso, consultar as informações dos locais no site do IAT antes da visita é essencial para garantir que o passeio ocorra sem problemas.

“Há novidades em andamento que apontam para um crescimento contínuo no número de visitas aos parques de montanha, como a confecção do plano de uso público do Pico Paraná, a reabertura do camping no Marumbi e a reestruturação de pontos importantes da Baitaca. Esse turismo é cada vez mais uma marca do nosso Estado”, afirma Andreguetto.

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