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Violência contra a mulher: veja os sinais de alerta que não podem ser ignorados

Governo de São Paulo mantém o movimento SP Por Todas, para dar visibilidade aos serviços e ações de proteção do público feminino

14/03/2026 às 18h40
Por: Redação Fonte: Secom SP
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É possível receber acolhimento e encaminhamento também na Cabine Lilás, que conta com atendimento de policiais militares treinadas no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom)
É possível receber acolhimento e encaminhamento também na Cabine Lilás, que conta com atendimento de policiais militares treinadas no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom)

Mulheres que sofrem violência encontram no Estado de São Paulo uma ampla rede de apoio para denunciar agressões e buscar proteção. A violência pode assumir diversas formas e, muitas vezes, começa de maneira silenciosa. Ofensas verbais, perseguição, controle excessivo e até danos ao patrimônio são exemplos de condutas que configuram violência e são previstas na legislação brasileira, especialmente na Lei Maria da Penha.

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A coordenadora das Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) de São Paulo Cristiane Braga explica que a violência pode atingir diferentes aspectos da vida da vítima. “A violência contra a mulher abrange inúmeras condutas ofensivas à sua integridade, à sua moral, à sua sexualidade e ao seu patrimônio”, afirma ao programa 321 da Agência SP.

Para dar visibilidade à rede de proteção a elas, o Governo de São Paulo mantém de forma permanente o movimento SP Por Todas. O objetivo é levar informação para as mulheres e fortalecer políticas públicas para promover segurança, autonomia financeira e saúde.

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Entre os tipos de violência mais comuns está a violência psicológica, que inclui humilhações, xingamentos, menosprezo e atitudes que abalam a autoestima da vítima. Também se enquadram nesse tipo de violência comportamentos de controle, como questionar constantemente com quem a mulher fala e onde está. O ciúme excessivo, a tentativa de impor regras sobre roupas ou restringir relações sociais também são sinais de alerta. “Quando o autor fica observando todas as suas atitudes, questionando comportamentos, perguntando onde vai, com quem vai, com quem fala, isso é um sinal de que a mulher está sendo subjugada”, explica.

Outra forma recorrente é a violência física, que envolve agressões como empurrões, tapas, socos ou chutes. Mesmo quando não deixam marcas visíveis, essas agressões podem configurar crime. Quando há lesões ou danos à integridade física da vítima, o caso pode ser caracterizado como lesão corporal.

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A legislação também reconhece a violência patrimonial, que ocorre quando o agressor destrói ou danifica bens da mulher, como quebrar o celular ou danificar o carro. Já a violência moral aparece em situações de ofensas e insultos que atingem a honra da vítima. Além disso, a perseguição, conhecida como stalking, também é crime e ocorre quando o agressor passa a monitorar ou seguir a mulher de forma insistente, gerando medo e sensação constante de insegurança.

“Na verdade, a violência doméstica é silenciosa e progressiva e muitas vezes a mulher não consegue perceber, naquele cenário, que ela é vítima”, afirma a delegada. Por isso, identificar os primeiros sinais é fundamental. Fala desrespeitosa, perseguição, ciúme excessivo, tentativa de controlar a rotina ou qualquer forma de agressão física devem ser encarados como alertas.

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Denúncia

O Governo de São Paulo ampliou as formas para que mulheres possam denunciar violência doméstica. O boletim de ocorrência, importante ferramenta para que a rede de apoio seja acionada e o agressor possa ser identificado e punido, pode ser feito de casa, pelo celular, ou com o apoio policial das delegacias. O registro está disponível no aplicativo SP Mulher Segura, na delegacia online da Secretaria de Segurança Pública e nas delegacias de polícia.

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É possível receber acolhimento e encaminhamento também na Cabine Lilás, que conta com atendimento de policiais militares treinadas no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). A Cabine Lilás também dá informações que auxiliem a mulher a interromper o ciclo da violência. Quando uma vítima entra em contato com o número 190, a chamada passa por uma triagem para avaliar se o risco é iminente. Se a violência estiver ocorrendo naquele momento, uma equipe policial é enviada para garantir a segurança da mulher.

SP Por Todas

O SP Por Todas é um movimento promovido pelo Governo do Estado de São Paulo para ampliar a visibilidade das políticas públicas para mulheres, bem como a rede de proteção, acolhimento e autonomia profissional e financeira para elas. Essas frentes estão nos pilares da gestão e incluem soluções como o lançamento do aplicativo SPMulher Segura, que conecta a polícia de forma direta e ágil caso o agressor se aproxime; e a criação de novas salas da Delegacia da Defesa da Mulher 24 horas. Mais informações www.spportodas.sp.gov.br

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