

O artesanato tem se consolidado como uma importante fonte de renda e autonomia para mulheres no Piauí. Mais do que uma atividade cultural, o fazer artesanal tem possibilitado independência financeira, fortalecimento da identidade e geração de oportunidades em diferentes comunidades do estado.
Com o apoio de políticas públicas voltadas à economia criativa, iniciativas desenvolvidas pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) e da Superintendência de Desenvolvimento do Artesanato Piauiense (Sudarpi), têm ampliado a visibilidade do setor e fortalecido a cadeia produtiva do artesanato.
Espaços como a Casa do Artesão Design Mestre Albertino, em Teresina, têm contribuído para esse crescimento ao oferecer estrutura para comercialização, divulgação e valorização dos produtos feitos por artesãos piauienses. O aumento nas vendas e o interesse do público refletem o reconhecimento do artesanato como atividade econômica e cultural.

Por trás das peças produzidas, estão histórias de mulheres que encontraram no artesanato uma forma de transformar suas vidas. A artesã Lena Pereira é um exemplo desse processo. “Eu já fazia esse trabalho, mas na época nem sabia que era artesanato. Sempre gostei de customizar, bordar, criar em cima das peças. Foi quando uma empresa me chamou para reaproveitar roupas que não estavam sendo vendidas. Eu comecei a bordar, colocar detalhes, e essas peças foram vendidas. Foi aí que percebi que tinha um diferencial”, relata.
Além de produzir, Lena também utiliza as redes sociais para divulgar o próprio trabalho e ampliar o alcance das suas criações, além de desenvolver um projeto social onde ensina outras mulheres a costurarem gratuitamente na comunidade.
O superintendente da Sudarpi, Ícaro Machado, reforça que o artesanato tem papel fundamental na transformação social e econômica de mulheres no estado. “O artesanato tem sido uma importante ferramenta de autonomia financeira para muitas mulheres no Piauí. A partir do talento e do trabalho manual, diversas artesãs conseguem transformar sua produção em fonte de sustento para suas famílias”, destaca o gestor.
Assim como Lena, outras mulheres piauienses têm encontrado no artesanato uma alternativa de sustento e crescimento pessoal. A produção envolve diferentes técnicas e matérias-primas, como palha, cerâmica, bordado e madeira, que refletem a riqueza cultural do estado e mantêm vivos saberes tradicionais.
Mais do que geração de renda, o artesanato representa autonomia, inclusão social e valorização cultural. Segundo a Secult, no Piauí, o fortalecimento desse setor tem contribuído para transformar talento em oportunidade e garantir que histórias como a de Lena continuem inspirando outras mulheres a empreender.
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