

O Paraná é um dos quatro estados a contar com um Plano de Ação Climática robusto, que integra metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e medidas para enfrentar os desastres climáticos. É o que mostra a segunda edição do Anuário Estadual de Mudanças Climáticas, lançado nesta quarta-feira (18).
Além do Paraná, cujo plano foi coordenado pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), também se destacam os estados de Minas Gerais, Pernambuco e Piauí. O anuário é elaborado pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS) e pelo Centro Brasil no Clima (CBC), com apoio do Itaúsa.
O secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, afirma que o Paraná tem instrumentos robustos para combater os impactos das mudanças climáticas no Estado. “O Paraná está na vanguarda da ação climática no Brasil porque uniu planejamento, ciência e compromisso público em um plano robusto. Reduzimos emissões, fortalecemos a resiliência das cidades e investimos em inteligência ambiental, com novos radares do Simepar e o mapeamento de vulnerabilidades regionais”, afirma.
O Plano de Ação Climática do Paraná (PAC-PR) reúne metas, estratégias e ações do Governo do Estado para reduzir emissões de gases de efeito estufa e se adaptar aos impactos das mudanças climáticas. Ele conta com um diagnóstico, elaborado pela Sedest, Instituto Água e Terra (IAT) e pelo Sistema de Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), com projetos e ações implementados pelo estado para combater os efeitos da mudança climática.
O documento é estruturado a partir de quatro eixos principais: mitigação, focado em reduzir as emissões de gases de efeito estufa; vulnerabilidade, impacto e adaptação, que visa identificar áreas mais suscetíveis a desastres e adotar medidas adaptativas; pesquisa e desenvolvimento, buscando soluções inovadoras para reduzir os impactos das mudanças climáticas; e educação e divulgação, com o intuito de sensibilizar a população sobre as causas e consequências da mudança do clima, promovendo ações individuais e coletivas de mitigação e adaptação.
O PAC-PR também conta com o Mapeamento de Vulnerabilidades, que aponta as fragilidades dos municípios paranaenses em relação aos eventos climáticos extremos causados pelas mudanças climáticas. Outro documento presente no plano é o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Paraná, que fornece estimativas de emissões de gases de efeito estufa no Estado no período de 2005 a 2019.
Outros pontos abordados é o Plano de Adaptação Baseada em Ecossistemas, que inclui medidas como a preservação e conservação de áreas naturais e a recuperação de áreas degradadas, além de outras ações de sustentabilidade, e o Plano ABC+ PR, elaborado a partir de uma parceria entre a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) para orientar e promover práticas sustentáveis na agropecuária.
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