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Investimentos estratégicos e integração garantem a apreensão de mais de quatro toneladas de drogas no primeiro semestre

Divulgados pela Segup, dados refletem a eficácia de novas tecnologias, bases fluviais e ações de inteligência no combate sistemático ao crime organ...

02/07/2026 às 08h21
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Foto: Bruno Cruz / Ag. Pará
Foto: Bruno Cruz / Ag. Pará

Dentro da estratégia de segurança pública adotada pelo Pará, no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado resultou, no primeiro semestre deste ano, na apreensão de 4.741,033 toneladas de entorpecentes. O resultado é fruto de investimentos em tecnologia e inteligência, somado à integração das forças de segurança do estado. Os números foram apresentados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), por meio da Secretaria-Adjunta de Inteligência e Análise Criminal (Siac).

Para o titular da Segup, Ed-Lin Anselmo, as apreensões fazem parte de um conjunto de estratégias bem sucedidas que o estado vem adotando ao longo de sete anos, o que vem impactando no tráfico de drogas, somando prejuízos importantes ao crime organizado.

“Fechamos o ano de 2025 com o maior número de apreensão de drogas na história do Pará, totalizando a apreensão de 16,6 toneladas de drogas, e neste ano, fechando o semestre, já alcançamos mais de 4 toneladas, o que demonstra que nossas estratégias de combate a criminalidade e ação contra o crime organizado vem apresentando conquistas positivas, não apenas no número de apreensões realizadas, bem como, na manutenção dos bons índices de criminalidade. Tudo consequência de um trabalho integrado das equipes policiais, assim como, com as demais forças do estado, que juntas atuam para que possamos manter os índices positivos, aumentando a presença de policiais nas ruas, rapidez na elucidação dos caso, e na pronta resposta à criminalidade, o que impacta em prejuízos financeiros importantes registrados ao longo desse período para o crime organizado”, explicou Ed-Lin Anselmo.
Apreensões e fiscalização

Em sete anos, o Estado realizou a apreensão de 65.566,125 kg de entorpecentes, do tipo maconha e cocaína, alcançando o número recorde de apreensões quando comparado com o período dos anos de 2015 e 2018, onde o estado apreendeu cerca de 11,4 toneladas. Nesse período o número de apreensões teve um salto significativo, reforçando os resultados apresentados pelo Estado, ao longo desse período.

Todo o trabalho conta com um aparato de investimento, a exemplo de equipamentos de alta tecnologia, somado a atuação das agências de inteligência, além da implantação das Bases Fluviais Integradas, contando ainda com a aquisição de lanchas rápidas, entre elas seis blindadas, para fortalecer também o combate ao tráfico de drogas na malha fluvial paraense.

“Atuamos em todas as frentes do estado, tanto pelas vias terrestres, quanto pela nossa malha fluvial, que é bastante extensa, além do monitoramento aéreo, em apoio aos órgãos federais, do qual integramos as operações federais de combate ao tráfico no nosso país, como um todo”, pontuou o titular da Segup.

Integração e combate ao crime organizado

Além das atuações integradas às forças de segurança desenvolvem ações em diversas frentes, com as equipes especializadas de cada órgão de segurança que a exemplo das Polícias Militar e Civil, realizam fiscalizações na malha rodoviária do Pará, abordando veículos, e caminhões com transporte de carga e, que possam no meio delas, carregarem também entorpecentes, assim como nas bagagens de pessoas, conhecidas por "mulas", em ônibus que realizam o transporte intermunicipal e interestadual.

Além da malha rodoviária, as apreensões também ocorrem na malha hidroviária do Pará, que com o auxílio das bases fluviais integradas às ações de fiscalização passaram a ser mais intensificadas e hoje são feitas abordagens diariamente às embarcações e navios com transporte de carga.

O delegado-geral de Polícia Civil, Raimundo Benassuly, destaca a importância do trabalho de combate ao tráfico feito na nossa região e a atuação da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) na investigação e identificação de grupos criminosos.

“Importante ressaltar todo o trabalho que é feito pelos órgão de segurança, e em especial, pela Denarc, que visa não apenas a apreensão do material entorpecente, mas a metodologia de trabalho e investigação voltada à identificação e descapitalização de todo o grupo criminoso, isto é, o objetivo é conseguir retirar todo aparato financeiro dos envolvidos, de modo que eles não consigam financiar outros carregamentos de entorpecentes. Assim, a Polícia Civil, juntamente com o Ministério Público e Poder Judiciário, utiliza de medidas assecuratórias, tais como sequestro de valores bancários, perdimentos de veículos e imóveis, que foram adquiridos oriundo do lucro do tráfico de drogas”, disse o delegado-geral.

Prejuízo ao crime

Somente em 2024, foram apreendidos no Pará 12.636,321 kg de entorpecentes Já no ano passado, foram apreendidos 16.850,825 kg. De janeiro a junho deste ano foram apreendidos 4.084,5918 kg de entorpecentes. Os números são referentes ao total de apreensões feitas somado aos entorpecentes do tipo cocaína e maconha.

Com isso, o Estado estima que o prejuízo financeiro causado às organizações criminosas pela atuação das forças de segurança do Estado, em combate ao tráfico de drogas, seja de R$445.446.334,00 de prejuízo ao crime organizado, considerando os períodos dos anos de 2024, até os dias de hoje.

“Diariamente, nossas equipes estão combatendo o tráfico de drogas, seja grandes ou pequenas apreensões, através do traficante local, de bairro ou de uma rua, com informações que chegam até nós, por meio de investigação ou de denúncia, com a colaboração da sociedade, por meio do canal 181 do Disque-Denúncia da Segup, assim como pelo whatsapp da Iara (091 3210-0181) visando compreender o modus operandi do grupo criminoso voltado ao tráfico de drogas”, disse o delegado Davi Cordeiro, diretor da Denarc.

Investimentos estratégicos

As forças de segurança do Estado investem em armamentos, equipamentos de inteligência, e sobretudo, nas bases integradas fluviais de segurança, como a Base “Antônio Lemos”, instalada na malha fluvial do Arquipélago do Marajó, em uma rota para que vem do Amapá, assim como na Base “Candiru”, que registra grandes apreensões de drogas, por estar localizada no estreito de Óbidos, às margens do Rio Amazonas, uma das rotas mais utilizadas pelo tráfico, especialmente pela proximidade à divisa com o Estado do Amazonas. E este ano, o estado instalou também a terceira Base fluvial - Baixo Tocantins -, na região do Capim, em Abaetetuba.

O Estado investe também nas ações desenvolvidas pelo Batalhão de Ações com Cães da Polícia Militar, para criação e treinamento dos animais para atuação nas ações de combate ao tráfico de drogas. Por meio da maternidade canina, o Estado consegue reproduzir suas próprias matrizes e desenvolve treinamentos específicos para os cães com habilidade de farejadores, que são colocados à disposição nas ações policiais de combate ao tráfico.
Nas ações investigativas, a Polícia Civil do Pará conta com equipamentos, a exemplo do Scanner Portátil (raio X), que facilita a visualização de material entorpecente escondido em objetos e materiais. Todos os equipamentos vêm sendo utilizados de forma estratégica e contínua no combate ao tráfico de drogas e ao crime organizado.

Os agentes contam também com qualificação em inteligência, possibilitando a integração entre as agências de inteligência, o que permite trocas de informações com as demais unidades policiais e com outros Estados do Brasil.

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