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Auxílio-Aluguel do Governo de SP beneficia 151 mulheres em situação de violência na região de Registro

Programa da Secretaria de Desenvolvimento Social bate recorde de atendimento em junho, com mais de 5,3 mil mulheres beneficiadas no estado

03/07/2026 às 10h33
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Em junho deste ano, foram repassados R$ 75,5 mil para 151 mulheres cadastradas – Foto: Divulgação/Governo de SP
Em junho deste ano, foram repassados R$ 75,5 mil para 151 mulheres cadastradas – Foto: Divulgação/Governo de SP

O número de mulheres beneficiadas pelo Auxílio-Aluguel na região administrativa de Registro aumentou 104% neste último mês de junho, em comparação ao mesmo mês em 2025. Em junho deste ano, foram repassados R$ 75,5 mil para 151 mulheres cadastradas no programa até maio. No mesmo período do ano anterior foram R$ 37 mil a 74 beneficiárias inscritas. Desde a implantação do programa, em fevereiro de 2025, 256 mulheres já foram atendidas na região, com um repasse significativo de quase R$ 797 mil até o momento. No Estado de São Paulo este número também quase triplicou. Mais de 5,3 mil mulheres vítimas de violência doméstica receberam o benefício em junho, ante 1,8 mil no mesmo mês em 2025.

O aumento no número de mulheres atendidas pelo Auxílio-Aluguel, pago pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, reflete a ampliação do acesso à política pública e o fortalecimento da rede de proteção do Estado, ajudando quem realmente precisa romper o ciclo de violência e recomeçar com mais segurança.

Esta é a primeira vez que o programa soma mais de cinco mil mulheres atendidas num único mês em território estadual. “Alcançar esse recorde de atendimento mostra a força e a urgência de uma política pública voltada para que as mulheres não fiquem desamparadas”, afirma a secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém. “Mais do que números, estamos falando de vidas que ganham a oportunidade real de romper o ciclo da violência com dignidade e autonomia.”

A iniciativa da SEDS fortalece a rede de cuidado e atendimento especializado do movimento SP Por Todas com políticas públicas integradas para a proteção da mulher vítima de violência. O programa chegou a 591 municípios paulistas, um indicativo da abrangência da política pública e do papel central da rede municipal de assistência social como porta de entrada para o benefício. Desde o início do programa, em fevereiro de 2025, mais de 8,4 mil mulheres receberam o benefício por pelo menos um mês, resultando em investimento superior a R$ 24 milhões.

Criado pelo Governo do Estado de São Paulo, o programa oferece uma ajuda de custo mensal de R$ 500 por seis meses, com possibilidade de renovação por igual período. O objetivo é garantir condições concretas para que mulheres em situação de vulnerabilidade possam se afastar de relações violentas com segurança e dignidade.

Podem solicitar o benefício mulheres que possuam medida protetiva expedida pela Justiça, residam no Estado de São Paulo, estejam em situação de vulnerabilidade e cuja renda, até o momento da separação, não ultrapasse dois salários mínimos. O cadastramento é feito pela rede municipal de assistência social nos municípios participantes. Após análise e aprovação, o valor é disponibilizado por meio de Poupança Social no Banco do Brasil, diretamente às beneficiárias.

Além do suporte financeiro, o programa articula outras políticas públicas municipais, ampliando o acesso a serviços de proteção social, orientação e acompanhamento às mulheres atendidas em todo o estado.

LEIA TAMBÉM: Rede de proteção à mulher em delegacias cresce 80% em SP desde 2022

Onde buscar ajuda

  • Na Assistência Social:

Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) e Centros de Referência de Atendimento à Mulher;

  • Na Saúde:

Unidades Básicas de Saúde (UBS), Prontos-Socorros (PS) e hospitais;

  • Na Segurança Pública:

Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs), Distritos Policiais (DPs) e Batalhões da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros;

  • Nos órgãos do Sistema de Justiça:

Ministérios Públicos, Defensorias Públicas e Ordem dos Advogados do Brasil

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