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Empresas reconhecem IA na busca, mas ainda não investem

Levantamento da Bloomin com 17 empresas revela que 94,4% acreditam que seus clientes já usam ou usarão IA para pesquisar fornecedores, mas 83,3% nã...

18/08/2026 às 12h35
Por: Redação Fonte: Agência Dino
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A percepção sobre o comportamento dos compradores evolui mais rápido do que as decisões de investimento das próprias empresas. É o que aponta um levantamento interno conduzido em junho de 2026 pela agência Bloomin com empresas de segmentos como metalurgia, construção civil, alimentícios e comércio industrial, mapeando a relação do empresariado brasileiro com a IA generativa enquanto canal de descoberta de fornecedores.

Segundo o levantamento, 94,4% dos respondentes acreditam que seus clientes já utilizam ou passarão a utilizar ferramentas como ChatGPT e Google Gemini para pesquisar empresas e produtos do setor.

O dado contrasta com o posicionamento declarado: 83,3% afirmaram não ter planos formais de investir na própria presença nessas ferramentas, condicionando a decisão à compreensão do custo-benefício e do funcionamento do serviço.

Entre os respondentes que já monitoraram menções em respostas de IA, o padrão predominante foi identificar concorrentes sendo citados, não a própria empresa. Apenas 22,2% viram a própria marca aparecer nessas respostas, enquanto outros 22,2% encontraram apenas concorrentes nas recomendações das ferramentas.

Outros 38,9% declararam nunca ter feito essa verificação. O dado é relevante porque, segundo análise de mercado, 73% das marcas são efetivamente invisíveis na busca com IA, muitas vezes por bloquearem, sem perceber, os rastreadores das ferramentas.

Quando questionadas sobre a importância do canal, as empresas descreveram a presença em IA como "o próximo passo para uma evolução interna", "o meio de busca mais utilizado no futuro próximo" e fator que "demonstra referência no mercado".

A hesitação em agir, contudo, persiste: de todas as empresas ouvidas, apenas 11,7% indicaram que investir no próprio posicionamento seria uma prioridade imediata.

O padrão replica uma dinâmica mais ampla. Pesquisa do Sebrae e FGV IBRE, conduzida com cerca de 5.000 empresas brasileiras, aponta que, embora 99% dos dirigentes de médias e grandes empresas afirmem ter familiaridade com ferramentas de IA generativa, a aplicação direta dessas ferramentas nas atividades do negócio ainda alcança uma parcela significativamente menor.

Reconhecer a tendência e convertê-la em estratégia operacional, como o GEO, otimização para mecanismos generativos, segue como o principal obstáculo e, para o segmento industrial, o intervalo entre percepção e ação pode determinar quais empresas serão encontradas pelos próximos compradores e quais permanecerão invisíveis nos novos circuitos de descoberta no meio digital.

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