

As chamadas “canetas emagrecedoras” ganharam espaço na rotina de muitas pessoas e também levantaram dúvidas sobre indicações, efeitos colaterais e os riscos do uso sem acompanhamento médico. O assunto é tema do novo episódio do programa Conversa Saudável, da TV Assembleia, que recebe os endocrinologistas Cleo Otaviano Mesa Júnior e Rosana Radominski.
Durante a conversa, os especialistas destacam que a obesidade deve ser compreendida como uma doença crônica, e não apenas como uma questão estética. Eles explicam os fatores que contribuem para o aumento da doença, entre eles mudanças nos hábitos alimentares, maior consumo de produtos ultraprocessados, redução da atividade física e fatores genéticos.
Os medicamentos mais recentes representam, segundo os médicos, uma mudança importante no tratamento da obesidade. “Nós estamos numa nova era do tratamento da obesidade”, afirma Rosana. Ao mesmo tempo, os especialistas alertam que a redução do apetite provocada pelos medicamentos não significa, necessariamente, uma mudança nos hábitos alimentares.
Outro ponto abordado é a expectativa por resultados rápidos e o uso dos medicamentos por períodos curtos, como para alcançar determinada perda de peso. Os médicos explicam que a obesidade é uma doença recidivante e que a interrupção do tratamento pode levar à recuperação do peso perdido.
A entrevista também chama atenção para a banalização do uso das medicações. Segundo os endocrinologistas, compartilhar medicamentos, utilizar produtos adquiridos de forma irregular ou iniciar o tratamento sem avaliação profissional pode trazer riscos. “O que é bom para outra pessoa pode não ser bom para ele”, alerta Rosana.
Os especialistas comentam ainda os problemas relacionados a medicamentos de procedência duvidosa, os possíveis efeitos adversos, a perda de massa muscular e a necessidade de avaliar o paciente de forma integral, considerando também fatores como diabetes, pressão arterial e risco cardiovascular.
O acesso aos tratamentos, os custos dos medicamentos, a disponibilidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e a relação entre os novos tratamentos e a cirurgia bariátrica também fazem parte da conversa.
Ao final, os médicos reforçam a importância da avaliação e do acompanhamento profissional antes do início do tratamento. “A doença precisa ser tratada com um médico”, resume Cleo.
O episódio completo do Conversa Saudável pode ser conferido aqui .
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