

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Alagoinhas (SAAE) vem ampliando o acesso da população ao abastecimento de água e reduzindo custos operacionais. E o resultado é mais água chegando às casas e mais recursos disponíveis para investir em outras frentes de atendimento, melhorando a eficiência e a qualidade dos serviços. As iniciativas marcam a gestão do diretor-geral, Renavan Sobrinho, que assumiu o cargo em janeiro de 2025. Desde então, na sede e na zona rural, já foram feitos 2.688 metros de redes de abastecimento de água e 1.987 novas ligações. Além disso, medidas administrativas e de controle operacional geraram uma economia mensal de cerca de R$ 170 mil.
“As obras são a parte mais visível do trabalho, mas temos superado desafios dos quais a maioria das pessoas não tem conhecimento e que estão sendo enfrentados com a mesma seriedade”, explica Renavan. Ele se refere à reorganização administrativa e financeira da autarquia. “Esse trabalho vem sendo feito sem qualquer comprometimento dos serviços de ampliação e modernização da infraestrutura de abastecimento de água em Alagoinhas”, comenta.
Na sede, redes antigas de amianto nas ruas Thompson Flores e Inácio Bastos foram substituídas por 1,3 km de tubulação PVC 100 mm defofo, mais resistente a pressões elevadas e menos sujeita a vazamentos, o que também favorece a manutenção da rede. A mudança beneficiou moradores das duas ruas e da comunidade da Baixa da Candeia. A mudança foi elogiada pelo presidente da associação de moradores do bairro, Washington Carvalho. “Antes, havia apenas uma rede, abastecendo toda a comunidade. Agora, contamos com duas redes de PVC, o que contribuiu para o abastecimento chegar durante todo o dia às casas dos moradores”, diz.
Washington relembra o passado de dificuldades. “Antigamente, recebíamos uma água de péssima qualidade e enfrentávamos constantes faltas de abastecimento. As pessoas passavam o dia sem água para lavar roupas, lavar louças e até mesmo para outras atividades. Era água chegando, faltando e voltando o tempo todo. Hoje, graças a essa obra, temos água durante todo o dia. É uma mudança muito importante para nossa comunidade, e somos muito gratos pelo trabalho realizado pelo SAAE”, afirma.
Na zona rural, as obras beneficiam comunidades como Ponto do Beiju, Narandiba, Colinas do Sol, Pedra de Cima, Pedra de Baixo e Portões, que, até então, dependiam do carro-pipa. “A situação da comunidade do Ponto do Beiju e adjacências era crítica”, comenta o diretor-geral. “A comunidade é grande demais para ser atendida com carro-pipa e eram frequentes manifestações, inclusive fechando a rodovia federal”, lembra.
Em 2025, o SAAE implantou sistemas de abastecimento em Estiva, Tombador, Fazenda Vitória e Rio Seco, que eram atendidas exclusivamente por carro-pipa. Em Estiva e Tombador, 6 quilômetros de rede viabilizaram 20 novas ligações. No Rio Seco, um sistema novo com 1,5 quilômetro de rede e captação por poço tubular passou a abastecer 36 residências.
Comunidades com pedidos antigos de expansão de rede, como Capoeira e Miguel Velho, também estão sendo atendidas com recursos próprios da autarquia. Na Capoeira, estão sendo implantados 6 km de rede, incluindo a substituição de tubulações antigas que quebravam com frequência. A demanda tinha seis anos de espera e a conclusão está prevista para ainda este mês. Já na comunidade de Miguel Velho estão sendo construídos um reservatório de 100 m³ e 5 km de novas redes, substituindo tubulações antigas. A previsão de entrega é para dezembro deste ano.
“Um reflexo da evolução do trabalho é que reduzimos a necessidade de uso do carro-pipa, o que indica a ampliação do abastecimento e resulta em economia. Antes, o equipamento rodava todos os dias da semana sem conseguir atender plenamente às comunidades rurais. Hoje, opera em apenas três dias, o que gera economia em combustível e horas extras, recursos que passam a ser direcionados a outras necessidades da autarquia”, observa Renavan.
Outra medida importante foi a instalação de 2 mil hidrômetros em residências e estabelecimentos da sede e da zona rural, o que reduziu perdas e permitiu controlar melhor o consumo. “Alagoinhas passou a contar ainda com ampla cobertura de hidrantes, incluindo o distrito do Riacho da Guia, um diferencial entre as cidades baianas que facilita o trabalho dos bombeiros”, ressalta Renavan. Ainda no Riacho da Guia, a comunidade de Gameleira, antes abastecida por um poço com baixa vazão e qualidade de água inferior, passou a receber água do sistema do Riacho da Guia, com novo reservatório de 20 m³ com estação elevatória. “Foi realmente uma conquista para a comunidade”, afirma o gestor.
Duas importantes instituições de Alagoinhas também foram beneficiadas. Uma delas é a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), que passou a receber água tratada do sistema municipal, ampliando a segurança hídrica para a comunidade acadêmica. A outra é o Hospital Estadual do Litoral Norte, que passou a ser atendido após a implantação de uma rede de água com 2 quilômetros de extensão.
Reequilíbrio financeiro
Um dos movimentos importantes para revitalizar a gestão financeira foi a negociação do débito histórico do SAAE com a Coelba, no valor de R$ 23 milhões. “Essa negociação foi absolutamente relevante para sanar a pendência financeira e reorganizar as contas da autarquia, criando um ambiente mais favorável para a continuidade dos serviços e para a realização de novos investimentos”, explica Renavan. Apenas de agosto/2025 a abril/2026, o SAAE Alagoinhas amortizou, com recursos próprios, R$ 4,7 milhões da dívida, estabelecendo novos critérios de negociação com a concessionária de energia.
Além de negociar o débito, a diretoria revisou nove contratos com a companhia de energia, resultando em uma economia de R$ 20 mil por mês. Outra medida foi a mudança da classificação tarifária da classe B para Tarifa B3/Branca, em 40 unidades consumidoras, com redução de aproximadamente R$ 50 mil mensais.
Somadas, essas medidas representam uma economia aproximada de R$ 170 mil por mês, o que permite direcionar estes recursos para obras em favor da população. “As nossas faturas em janeiro de 2025 importavam cerca de R$ 800 mil por mês. Hoje, com reajuste tarifário, inclusão de novas unidades, as mesmas giram em torno de R$ 730 mil mensais”, acrescenta
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