Atendimento no município reduz o peso dos deslocamentos na rotina de quem depende do tratamento
“Venho com alegria e felicidade.” A frase de Maria Pereira da Cruz, 58 anos, moradora do Canto do Mar, na Costa Norte da cidade, revela o significado de uma mudança que vai além do endereço do tratamento. Antes, a rotina da hemodiálise provocava medo e mal-estar. Hoje, ela descreve a Clínica de Hemodiálise ‘Luzia Peixoto Gandra da Silva’, em São Sebastião, como um lugar onde “se sente em casa”.
E para quem depende da hemodiálise, a rotina de cuidados também envolve o caminho até o tratamento. Durante anos, pacientes de São Sebastião precisaram viajar para outra cidade, enfrentar o trânsito e passar horas longe de casa. A Clínica de Hemodiálise, há um ano, trouxe esse atendimento para mais perto dos moradores e de suas famílias.
Inaugurada pela Prefeitura de São Sebastião, por meio da Secretaria de Saúde (Sesau), em 10 de setembro de 2025, a unidade já soma 8.878 sessões de hemodiálise entre setembro de 2025 e agosto de 2026.
O resultado representa a continuidade de um cuidado que ocupa parte importante da vida dos pacientes. Ter o serviço no próprio município significa reduzir deslocamentos e o desgaste das viagens, especialmente para quem mora na Costa Sul e precisava seguir até Caraguatatuba ou cidades do Vale do Paraíba.
Emocionada, Maria conta que encontrou na clínica acolhimento para enfrentar o tratamento. “Aqui eu me sinto em casa, me sinto leve. Me senti mais acolhida. Não sei como aguentei antes”, relata.
A relação com os profissionais e as condições do espaço também fazem parte dessa experiência. “Os funcionários aqui são muito competentes. O local é limpo e tem estrutura. Venho com alegria e felicidade”, afirma.
Para Sidinei Batista Santos, 47 anos, morador de Boiçucanga, na Costa Sul, a diferença começa no caminho até o atendimento. Antes da abertura da unidade, as viagens tornavam os dias de hemodiálise ainda mais cansativos.
“A minha rotina era muito cansativa. A gente viajava muito. Agora, com a clínica aqui, ficou bem melhor. Graças a Deus, melhorou bastante. Estar perto de casa é importante”, conta.
Além da proximidade, Santos destaca o cuidado de quem o recebe. “Toda a equipe é muito competente. Colaboram para o nosso bem”, afirma.
A clínica iniciou os atendimentos em 15 de setembro de 2025. Naquele mês, registrou 36 pacientes e 214 sessões. Já em agosto deste ano, o balanço apontou 69 pacientes e 848 sessões, número quase o dobro do primeiro mês de operação. O avanço dá dimensão à presença do serviço na rede municipal e à demanda pelo atendimento.
Desde a abertura, a estrutura passou por ajustes para receber os pacientes. Ainda no primeiro mês, o atendimento, inicialmente realizado às segundas, quartas e sextas-feiras, foi ampliado para de segunda a sábado. Na implantação, a transferência dos pacientes atendidos na unidade estadual de Caraguatatuba ocorreu sem interrupção do tratamento, conforme o balanço daquele período.
Para Sidinei Santos, o primeiro ano da clínica se traduz em menos viagens e tratamento mais perto de casa. Para Maria, no acolhimento que encontra a cada retorno. São mudanças que dão sentido às mais de 8,8 mil sessões realizadas e mostram como o cuidado também passa pelo caminho até a unidade e pela forma como cada pessoa é recebida.
#PraTodosVerem: Sequência de fotos da Clínica de Hemodiálise de São Sebastião. As duas primeiras mostram o interior da unidade, com poltronas azuis reclináveis ao lado de máquinas de hemodiálise e suportes para soro. O ambiente tem paredes brancas, piso claro e iluminação no teto. Na segunda imagem, a parede exibe a frase “Aqui floresce a esperança”. A terceira foto apresenta a fachada à noite, com iluminação amarela e letreiro luminoso com o nome da clínica. A quarta mostra o prédio durante o dia, com paredes amarelas, revestimento azul na parte superior e letras brancas. Árvores, palmeiras e vagas de estacionamento ficam em frente à unidade. Fim da descrição.