

A Prefeitura de Vitória da Conquista, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos (SASHDS), em parceria com a Faculdade Independente do Nordeste (Fainor), promoveu, nesta terça-feira (15), uma oficina formativa sobre letramento em diversidade sexual e de gênero para servidores da Secretaria. Realizada no Centro Integrado de Direitos Humanos (CIDH), a atividade teve como objetivo promover formação, diálogo e reflexão sobre as especificidades da população LGBTQIAPN+, contribuindo para um atendimento mais qualificado, humanizado e comprometido com a garantia dos direitos humanos.

A iniciativa foi organizada pela Coordenação de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos de LGBTQIAPN+ da SASHDS, com a participação de estudantes do curso de Psicologia da Fainor que atuam no CIDH. O encontro reuniu servidores de diferentes setores da Secretaria e faz parte de uma proposta de formação continuada, que deverá ser ampliada para outros setores e equipamentos públicos que realizam atendimento à população.

Anderson Rocha
De acordo com o coordenador de Políticas de Promoção da Cidadania e Direitos de LGBTQIAPN+, Anderson Rocha, a formação busca preparar os profissionais para reconhecer as especificidades da população LGBTQIAPN+ e aprimorar as práticas de acolhimento. “O principal objetivo é qualificar o atendimento e o acolhimento nos serviços da nossa Secretaria, para que os profissionais possam compreender as especificidades da população LGBTQIAPN+. A nossa intenção é levar essa formação também para outros serviços e equipamentos públicos, fortalecendo o enfrentamento à LGBTfobia e garantindo que as pessoas se sintam acolhidas e tenham seus direitos respeitados”, explicou.
Para o preceptor de estágio da Fainor, Marcos Prates, responsável por acompanhar o trabalho dos estudantes que realizaram a oficina, o letramento contribui para que os profissionais ampliem a percepção sobre situações de preconceito e estejam mais preparados para lidar com as diferenças. “O letramento não é apenas uma questão de adquirir conhecimento, mas também de desenvolver a capacidade de reconhecer no outro situações que muitas vezes não conseguimos perceber em nós mesmos. É um processo construído coletivamente, em que o conhecimento é compartilhado e cada pessoa contribui para que a outra também possa compreender e transformar suas práticas”, afirmou.
A servidora Denise Ventura, que atua na Coordenação de Promoção da Igualdade Racial, destacou a importância de preparar os profissionais para o acolhimento da população LGBTQIAPN+. “É muito importante preparar o servidor para acolher a diversidade, seja na forma de receber e o tratar uma pessoa, até saber utilizar o nome pelo qual a pessoa quer ser chamada. Para mim, este momento é um marco, porque permite que os servidores conheçam melhor essas vivências e compreendam esse universo. Fico muito feliz de participar dessa formação”, ressaltou.
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