

O Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF-MG) está implantando um sistema automatizado de monitoramento da visitação em cinco parques estaduais. A iniciativa, realizada em parceria com o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), no âmbito do Programa Copaíbas, prevê a instalação de contadores automáticos nos Parques Estaduais do Biribiri, Grão Mogol, Serra Nova e Talhado, Serra do Cabral e Serra Negra.
A tecnologia permitirá acompanhar o fluxo de visitantes nas unidades de conservação (UCs), gerando informações para subsidiar o planejamento das atividades de uso público e aprimorar a gestão dessas áreas protegidas.
Os equipamentos utilizam sensores para registrar a passagem de pessoas, bicicletas e veículos, conforme o modelo e a configuração adotados. Também podem contabilizar o número de passagens e armazenar dados como data, horário e sentido do deslocamento, inclusive em trilhas. A instalação será feita de forma discreta, para minimizar interferências na experiência dos visitantes. Os dispositivos contam ainda com sistemas de gerenciamento e análise estatística e autonomia energética de até dez anos, conforme as especificações da tecnologia.
Tecnologia a serviço da conservação
O monitoramento automatizado representa um avanço na produção de informações sobre a visitação nos parques estaduais. Os dados permitirão compreender melhor a dinâmica de uso desses espaços e orientar decisões sobre as atividades oferecidas ao público.
Segundo a analista ambiental do IEF, Thamiris Lopes Chaves, a iniciativa integra a estratégia de execução dos Planos de Uso Público dos parques e considera experiências de outros órgãos ambientais. “A implantação do sistema é parte integrante da estratégia de execução dos Planos de Uso Público dos Parques e se baseou principalmente na experiência do Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (Inea). A partir dos resultados, será possível avaliar e planejar a expansão do sistema para as demais UCs do estado”, explica.
A diretora de Unidades de Conservação do IEF, Maria Auxiliadora Cotta, destaca que a ação fortalece a gestão das áreas protegidas. “A ação integra os esforços do IEF-MG para fortalecer a gestão das unidades de conservação estaduais, com a qualificação da gestão da visitação e a ampliação da disponibilidade de dados para subsidiar a tomada de decisões”, afirma.
As informações também poderão auxiliar na avaliação da demanda por visitação e no planejamento das estruturas e dos serviços oferecidos, contribuindo para conciliar o uso público com a conservação da biodiversidade.
Sobre o Programa Copaíbas
O Programa Copaíbas — Comunidades Tradicionais, Povos Indígenas e Áreas Protegidas nos biomas Amazônia e Cerrado — busca fortalecer a conservação da biodiversidade e valorizar os territórios e as populações associados a esses biomas.
Executado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), em parceria com órgãos ambientais, como o IEF-MG, o programa conta com recursos da Iniciativa Internacional da Noruega para Clima e Florestas (NICFI), que apoia ações de conservação ambiental e proteção das florestas.
Em Minas Gerais, a parceria contribui para fortalecer a gestão das unidades de conservação estaduais, ampliando a capacidade de planejamento, monitoramento e conservação dessas áreas.
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