

Nesta terça-feira (3), a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) por meio do Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPHAC) deu início ao 4º Encontro de Pesquisa e Patrimônio Cultural. A mesa e a conferência de abertura ocorreram no auditório Eneida de Moraes, no Palacete Faciola.
Neste ano, o tema é “Democratização do conhecimento e Direito à Memória - Ações urgentes na Preservação do Patrimônio Cultural”. A mesa de abertura contou com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Cultura (Secult); Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan); Universidades Federal do Pará (UFPA), Federal Rural da Amazônia (Ufra) e do Estado do Pará (Uepa); Ministério da Cultura (MinC) Belém, Instituto Federal do Pará (IFPA) e Museu Paraense Emilio Goeldi (MPEG).
O Prof. Dr. Décio Guzmán apresentou a conferência de abertura. O tema abordado foi “O Patrimônio Cultural paraense no contexto latino-americano”. Décio também integra a comissão científica do encontro e conta como se preparou para conferência. “Atualizei uma série de conhecimentos que eu já tinha sobre patrimônio cultural, colocando na perspectiva de hoje, trazendo as questões atuais para pensarmos o caso paraense. A história lida diretamente com a questão do patrimônio cultural, principalmente das pessoas que produzem esse patrimônio. Foi esse o sentido da minha conferência hoje e é também o meu compromisso, a minha militância através da minha atividade acadêmica”, contou o professor.
Atualmente, Décio atua como professor na Universidade Federal do Pará, mas relembra sua história com o DPHAC. “O meu primeiro trabalho foi como estagiário aqui no DPHAC, durante a graduação em história, e volto sempre que posso. Mas dessa vez incorporando uma visão que fui ganhando ao longo da minha vida, me formei, fiz mestrado e doutorado em São Paulo, depois na França e voltei para cá. O meu local de trabalho e de vida é aqui em Belém, sempre fui muito conectado com o patrimônio cultural paraense, que é a minha terra, a nossa região”, concluiu.
A historiadora Mariana Velloso assistiu à conferência acompanhada da colega de trabalho, Sarah Nazik, e avaliou positivamente a iniciativa. “Esse evento é bastante importante para a gente poder discutir sobre essas questões práticas. O que a gente realmente pode fazer para preservar esse patrimônio, que pode ser tanto físico quanto material, na diversidade de formas que ele se apresenta. E é muito interessante que eles vão trazer também outras modalidades de apresentação, não só o pessoal da academia, mas também outros tipos de público. O patrimônio também é feito pela comunidade e ela tem esse papel de decidir o que deve ser preservado e ser mais participativa nesse processo. Então, eu acho que esse encontro vai ser muito bom para poder conhecer outros trabalhos e também para fortalecer essas ideias de como a gente pode seguir daqui pra frente”, diz Mariana.
A programação é extensa e as inscrições para ouvintes encerram hoje. Para se inscrever acesse o formulário .
A diretora do DPHAC, Rebeca Ribeiro falou sobre a proposta do evento. “O encontro reafirma sua função sociocultural e seu papel dialógico ao provocar reflexões em torno das propostas pedagógicas, através da ação educativa e da mediação cultural e seu alinhamento às questões emergentes nas áreas de saberes multidisciplinares, suas implicações práticas e propositivas de soluções possíveis para questões emergentes do mundo contemporâneo, além de sua necessária e urgente inserção em uma agenda institucional voltada para a construção de políticas públicas específicas para a salvaguarda do patrimônio, considerando suas demandas em diferentes setores da sociedade civil”, explicou Rebeca.
O encontro vai até sexta-feira (6), no Palacete Faciola, com diversas atividades como rodas de conversa, palestras, apresentação de trabalhos, relatos de experiência, entre outras atividades. Confira a programação completa aqui .
Texto: Juliana Amaral/ Ascom Secult
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