


A preservação da natureza também depende da conexão entre os espaços verdes. Quando áreas de vegetação ficam isoladas umas das outras, animais silvestres encontram mais dificuldades para se deslocar, buscar alimentos e se reproduzir. Para contribuir com a proteção da biodiversidade e a recuperação ambiental, a Prefeitura de Vitória da Conquista instituiu, por meio da Lei nº 3.246/2026 , oPrograma Municipal de Implantação de Corredores Ecológicos.
A iniciativa estabelece diretrizes para conectar áreas de vegetação nativa, parques urbanos, fragmentos florestais e outros espaços naturais do município. Na prática, os corredores ecológicos funcionam como caminhos verdes que facilitam a circulação de animais e contribuem para a conservação de espécies fundamentais ao equilíbrio ambiental.

Além de proteger a fauna e a flora, a criação desses corredores pode trazer benefícios para a população. A ampliação da cobertura vegetal ajuda a amenizar o calor, melhorar as condições ambientais dos espaços urbanos e favorecer a infiltração da água da chuva no solo.
A implantação dos corredores ecológicos já está prevista no Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Vitória da Conquista, instituído pela Lei Complementar nº 2.959/2024 . O documento estabelece a criação de conexões entre áreas preservadas e Áreas de Preservação Permanente (APPs), como espaços protegidos no entorno de nascentes e às margens de cursos d’água, com o objetivo de garantir condições para a reprodução e a sobrevivência da vida silvestre.

Diêgo Gomes
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Diêgo Gomes, o município já iniciou o planejamento para a execução do programa, considerando tanto as diretrizes do PDDU quanto as do Plano de Arborização Urbana.
“A criação dos corredores ecológicos já faz parte do planejamento de desenvolvimento urbano de Vitória da Conquista. Agora, com a instituição do programa municipal, avançamos na organização das ações necessárias para transformar essas diretrizes em iniciativas concretas. Esse trabalho também está alinhado ao Plano de Arborização Urbana, porque precisamos pensar a cidade de maneira integrada, conectando áreas verdes, protegendo a fauna e a flora e ampliando os benefícios ambientais para a população”, explica o secretário.
Para colocar o programa em prática, o município poderá identificar áreas prioritárias, realizar estudos ambientais e desenvolver ações de recuperação de espaços degradados. Entre as medidas previstas estão o plantio de árvores, o reflorestamento com espécies nativas, a arborização urbana e a integração de áreas verdes públicas e privadas.
A legislação também incentiva a implantação de jardins para polinizadores, como abelhas e borboletas, que transportam o pólen entre as flores. Esse processo é fundamental para a reprodução de diversas espécies vegetais e para a produção de alimentos.
Outra diretriz é a prioridade para o uso de plantas nativas dos ecossistemas locais, sempre que houver viabilidade técnica. Essas espécies podem oferecer alimento e abrigo para animais silvestres, contribuindo para a preservação da vegetação característica da região.
A conexão entre áreas verdes também pode contribuir para a adaptação do município aos efeitos das mudanças climáticas. A vegetação ajuda a regular as condições de temperatura, protege o solo e participa do ciclo da água, além de oferecer abrigo e alimento para diferentes espécies.
Na zona rural, a preservação dessas conexões pode beneficiar atividades agrícolas, especialmente por favorecer a presença de polinizadores e de outros organismos importantes para o equilíbrio dos ecossistemas.

Com a instituição do programa e o início do planejamento para sua execução, Vitória da Conquista avança na organização de ações voltadas à recuperação da vegetação, à conexão entre espaços naturais e à conservação da biodiversidade, integrando a proteção ambiental ao desenvolvimento urbano do município.


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