

O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria Especial da Cultura (Secult), realizará, no dia 10 de novembro, às 9h30, na sede da pasta, a abertura oficial do Corredor Joubert Moraes. A inauguração será marcada pela exposição 'Quatro Olhares — Arte Sergipana em Movimento', que reunirá obras dos artistas Elias Santos, Hortência Barreto, Alana Aynore e Wécio Grilo, contemplados pela Lei Paulo Gustavo, em Sergipe.
A iniciativa transforma um espaço institucional em ambiente de circulação artística, valorizando a diversidade das artes visuais sergipanas e aproximando a produção cultural da sociedade. Com diferentes linguagens e perspectivas, a mostra destaca a identidade, a memória, a acessibilidade e a riqueza criativa do estado. A exposição ficará aberta ao público durante 45 dias, com entrada gratuita, proporcionando à população a oportunidade de conhecer e apreciar diferentes expressões das artes visuais sergipanas.
O espaço recebe o nome de Joubert Moraes em homenagem ao artista sergipano, nascido em Propriá, que construiu uma trajetória de mais de seis décadas dedicada à arte e à cultura. Pintor, desenhista, escultor, músico, poeta e cenógrafo, Joubert foi um dos nomes de destaque das artes visuais em Sergipe, desenvolvendo uma produção marcada pela experimentação e pela diversidade de linguagens. Ao longo da carreira, recebeu importantes reconhecimentos, como os prêmios Horácio Hora e J. Inácio, e participou de diferentes movimentos e iniciativas culturais no estado, deixando um legado para a história artística sergipana.
Para o artista Elias Santos, a iniciativa fortalece a circulação das artes visuais e sua relação com a sergipanidade. “Eu acho importante que as artes visuais possam estar nesse contexto da sergipanidade. Espero que o trabalho esteja contribuindo também para elevar a circulação das artes visuais”, afirma.
A artista Hortência Barreto destaca a importância de tornar as obras acessíveis à população, permitindo novas experiências e interpretações. “A obra sai do acervo e vai para um lugar público, para dialogar com o público, que é a função da arte. Ela não pode ficar isolada”, ressalta.
Já Alana Aynore participa da exposição com trabalhos em fotografia expandida, explorando a natureza, o movimento e a percepção do tempo. “Participar da exposição é uma oportunidade de compartilhar minha linguagem poética por meio da fotografia expandida, que propõe uma percepção cíclica do tempo”, explica.
A acessibilidade e a cultura popular marcam a participação de Wécio Grilo, que apresenta obras em alto-relevo inspiradas na capoeira. “O alto-relevo permite que as pessoas cegas possam tatear essas obras, assim como as pessoas videntes. Isso aproxima as pessoas da obra de arte”, destaca o artista.
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