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Uma exposição especial, na Casa das Artes, localizada no Largo São Sebastião, Centro, homenageia os 36 anos de sacerdócio do Babalorixá Gilmar Pereira, líder do ilê Axé Sesu Toyan, no bairro Cidade de Deus, zona leste de Manaus, mostrando sua dedicação ao candomblé e sua importância na comunidade religiosa e cultural de Manaus.
Intitulada “36 Anos de Devoção e Resiliência: A Jornada do Babalorixá Gilmar Pereira”, a mostra apresenta a vida e obra do religioso através de fotografias, objetos sagrados e depoimentos de filhos e amigos, oferecendo uma visão da sua jornada espiritual e social. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo, executada pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.
Em exibição na Casa das Artes, a exposição tem entrada gratuita e é aberta ao público de quarta a domingo, das 15h às 20h, oferecendo uma oportunidade para conhecer mais sobre o candomblé e a trajetória do Babalorixá.
A homenagem também visa promover o respeito e a valorização da diversidade religiosa e cultural, como um marco na luta contra a intolerância religiosa.
“É a materialização de dois sonhos: como filho de santo de Gilmar de Iemanjá, em agradecimento ao acolhimento quando cheguei em sua casa e, principalmente, por sua entrega e compromisso com o Axé”, afirma Inã Figueiredo, idealizador do projeto.

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Inã enfatiza que a exposição oferece um espaço de aprendizado e reflexão, onde os visitantes podem explorar a rica herança afro-brasileira e compreender a profundidade e beleza do candomblé.
“Além de também ser uma ferramenta de combate à intolerância religiosa. Ações como essa reforçam o respeito à diversidade religiosa”, complementou.
Segundo ele, a narrativa da mostra é construída de forma a destacar a resiliência e a devoção de Gilmar, bem como seu impacto positivo na comunidade.
Educação Inclusiva
Além da exposição principal, o projeto inclui atividades educativas voltadas para estudantes do ensino médio de escolas públicas.
A iniciativa busca promover a conscientização e o respeito, incentivando os jovens a valorizar e respeitar diferentes crenças e culturas.
“Acreditamos que a educação é fundamental para cultivar cidadãos tolerantes e conscientes, ao oferecer aos jovens a chance de explorar diretamente nossa rica herança afro-brasileira, estamos promovendo valores de compreensão e respeito desde cedo”, destacou Figueiredo.
A equipe
Idealizada e coordenada pelo produtor cultural Inã Figueiredo, especialista em Gestão e Produção Cultural pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a exposição propõe a naturalização da presença do candomblé na sociedade.
“Nossa intenção é mostrar que o candomblé é uma religião rica, cheia de valores e significados. E a exposição é uma ferramenta poderosa para isso”, declarou Figueiredo.
A curadoria é assinada por Frank Cruz, filho de santo de Gilmar, que trouxe uma perspectiva íntima e autêntica para a montagem da mostra, além da produção executiva de Camila Andrade.
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