

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou, em pronunciamento nesta terça-feira (27), que o Senado continua sendo omisso e subserviente em relação aos atos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar defendeu o impeachment de Moraes e afirmou que uma das principais estratégias do ministro é a constante prática de censura.
— Espero que depois de tantos escândalos, de tantos abusos de autoridade, de tantas arbitrariedades cometidas pelo ministro Moraes, o presidente do Senado, finalmente, cumpra o seu dever constitucional e admita o novo pedido de impeachment que está aí composto por mais de 20 laudas. Será entregue no dia 9 de setembro, assinado por mais de 130 parlamentares, com apoio de um 1,1 milhão de assinaturas, até o momento. O número está só crescendo.
Girão também citou o caso de Eduardo Tagliaferro, ex-coordenador da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que está sendo investigado pelo vazamento de mensagens entre assessores de Moraes. Segundo o senador, Tagliaferro está sendo perseguido após a divulgação de conversas em que o juiz auxiliar Airton Vieira transmitia ordens que seriam ilegais.
— Em depoimento, Tagliaferro demonstrou que era um mero funcionário, mas mesmo assim questionava tecnicamente seus superiores no TSE sobre a legalidade das ordens recebidas do gabinete do ministro Moraes. Ele explica: "Não existia a alternativa de negar ou de deixar de fazer". A defesa de Tagliaferro já peticionou para que o ministro Moraes seja impedido de continuar conduzindo o inquérito, criado por ele mesmo, por razões óbvias. Moraes se acostumou, depois do famigerado inquérito da fake news, a funcionar como acusador, investigador e julgador. É uma verdadeira aberração jurídica o que está acontecendo em nosso país.
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