

O senador Marcos Rogério (PL-RO), em pronunciamento no Plenário nesta terça-feira (17), alertou sobre a grave situação das queimadas no país e destacou que o problema também chegou a Brasília. O parlamentar lembrou que as chamas estão se aproximando das áreas residenciais e das sedes das altas autoridades da República — incluindo a residência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — e criticou o que considera falta de ação e de preparo do governo federal e dos estados para enfrentar o problema.
— O Brasil continua coberto de fumaça e, agora, o fogo chegou ao Planalto Central, a Brasília, está batendo à porta das altas autoridades da República, está chegando ao quintal da casa de Sua Excelência o presidente da República [Lula]. Os céus de Brasília estão hoje enegrecidos, escuros. O clima, o cheiro, a temperatura, tudo alterado, em razão das queimadas. As queimadas cresceram no tamanho, os focos de incêndios cresceram. O problema se tornou ainda maior, é um problema de dimensão nacional, não se trata de uma situação pontual, e a ineficiência do governo federal e dos estados federados permanece do mesmo tamanho — disse.
Marcos Rogério expressou preocupação com a falta de preparação do país para a crise, que, segundo ele, impacta a economia, a segurança e a saúde da população. O senador criticou a ausência de ações concretas por parte do governo federal e dos estados e ressaltou que o problema se tornou uma questão de dimensão nacional.
— O Brasil está ardendo em chamas no governo do PT, e o Brasil parece que não tem uma ministra do Meio Ambiente [Marina Silva], não tem um presidente preocupado com a situação e que mobilize os seus governadores. O que está acontecendo? Eles acusam os outros daquilo que eles fazem: são omissos, são irresponsáveis, não agem no tempo certo e não tomam as medidas adequadas, mas eu não sou irresponsável de dizer que a culpa das queimadas é do governo Lula. Isso é um problema nacional. Não estou dizendo que a culpa é do governador, que a culpa é do presidente; estou dizendo que a culpa deles é não tomar iniciativa, é não demonstrar para a sua população que estão cientes da gravidade do problema — afirmou.
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