

Programas de capacitação sobre sustentabilidade para os servidores, adoção de práticas de gestão de resíduos e eficiência energética, oficina sobre violência doméstica e curso de liderança para mulheres negras. Práticas como essas levaram o Senado a alcançar o percentual de 74,80% no Índice de Governança e Sustentabilidade (iESGo), do Tribunal de Contas da União (TCU). O destaque fica para os critérios socioambientais, nos quais o Senado obteve o resultado de 95,5% no Índice Integrado de Sustentabilidade Ambiental e Social (iES).
No índice ambiental, o Senado obteve o percentual de 92,40%. Já no de sustentabilidade social — que monitora, por exemplo, a definição de um modelo de gestão com o estabelecimento de responsabilidades, objetivos, indicadores e metas — a Casa alcançou o maior de todos os percentuais: 98%.
Para o gestor do Núcleo de Responsabilidade Social, Humberto Mendes, o relatório do TCU mostra uma posição relevante do Senado na governança ambiental, com foco na comunicação efetiva e na transparência das ações. Ele afirma que o Senado vem promovendo um diálogo mais aberto sobre suas iniciativas ambientais, compartilhando boas práticas com os colaboradores internos, a sociedade civil e outros órgãos governamentais. Essa comunicação ampliada, ressalta Humberto Mendes, permite uma melhor compreensão das políticas e práticas adotadas e também facilita a participação cidadã e o monitoramento rigoroso das ações, refletindo um compromisso com a responsabilidade ambiental.
De acordo com Mendes, “a materialidade das entregas” é outro aspecto que merece destaque. Ele ressalta que o Senado tem se empenhado em garantir que suas iniciativas não apenas sejam bem planejadas, mas também entregues de maneira efetiva. O uso de indicadores claros e a definição de metas específicas, segundo ele, têm contribuído para a mensuração dos resultados das políticas ambientais.
— Com isso, a instituição não apenas aumenta sua capacidade de prestação de contas, mas também fortalece a confiança do público em suas ações, consolidando uma reputação de comprometimento com a sustentabilidade — declarou Mendes àAgência Senado.
Dentre as medidas práticas de destaque do Senado na área de governança ambiental, Humberto Mendes aponta a criação de comitês específicos para o acompanhamento de políticas de responsabilidade socioambiental e ações de maior eficiência na gestão ambiental – que vão desde a regulação da vazão de uma torneira até o incentivo ao não uso de copos descartáveis. Além disso, informa ele, o Senado tem monitorado a evolução das ações por meio da elaboração de relatórios públicos e periódicos que detalham os avanços e desafios enfrentados nas suas iniciativas, o que evidenciaria um compromisso real com a transparência e com a responsabilidade socioambiental.
Para a coordenadora do Comitê Permanente pela Promoção da Igualdade de Gênero e Raça (Coprig), Stella Vaz, é importante criar uma cultura organizacional mais inclusiva e diversa. Como exemplo de medidas nessa direção, Stella cita o Programa de Assistência à Mãe Nutriz, ações de apoio à pessoa com deficiência, campanhas contra o assédio moral e sexual e programas de equidade de gênero e étnico, com destaque para os grupos de trabalho de raça e de LGBTQIA+. Ela ainda lembra que o Senado tem uma página em seu portal dedicada às questões de equidade , em que é possível conhecer várias iniciativas da Casa sobre o tema.
— São diversas ações dentro do Senado. Além de uma obrigação constitucional, trabalhar pela equidade ou promover a justiça social é uma atitude ética e uma demonstração de inteligência organizacional — afirmou Stella.
O iESGo é o índice criado pelo TCU para analisar governança organizacional e ações de sustentabilidade social e ambiental na administração pública. Nessa avaliação, o TCU analisou a governança integrada e as práticas socioambientais de 387 organizações da administração pública federal. Com a avaliação, será possível criar uma referência e incentivar práticas sociais e ambientais modernas e eficientes na gestão pública.
O objetivo do iESGo é avaliar a eficiência administrativa das instituições públicas e, a partir das dimensões representadas no termo ESG (Environmental, Social and Governance), promover a governança alinhada às melhores práticas globais de atuação responsável e sustentável das organizações. A transição para uma gestão governamental mais moderna, de acordo com o TCU, acompanha os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
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