

FOTO: David Martins / Secretária de Cultura e Economia
Peças pertencentes ao acervo do Teatro Amazonas desde 1999, as sapatilhas do bailarino amazonense e mundialmente famoso Marcelo Mourão Gomes foram renovadas com uma doação feita pelo próprio artista na manhã desta quinta-feira (03/10).
Atualmente morando em Dresden, na Alemanha, o amazonense e cidadão do mundo revelou que o desejo de renovar a doação das sapatilhas para o Teatro Amazonas já existia há algum tempo, motivado pela necessidade de ter em sua terra natal indumentárias que representem seu momento mais atual.
“Foi em 1999 que eu vim dançar aqui no Teatro Amazonas e deixei minhas sapatilhas. E eu era um artista, uma pessoa completamente diferente do que eu sou agora. Então, eu tinha essa vontade de atualizar as sapatilhas, para as sapatilhas com as quais dancei agora, recentemente”, afirmou o bailarino.
As novas sapatilhas doadas pelo bailarino foram utilizadas por ele para se apresentar como o príncipe do balé “O Quebra-Nozes”, há dois anos, na Alemanha.
A doação, com direito à assinatura e dedicatória realizadas na hora pelo bailarino, aconteceu no salão nobre do Teatro Amazonas, com a presença da diretora da casa, Beth Cantanhede.

FOTO: David Martins / Secretária de Cultura e Economia
“Eu também queria fazer uma nova assinatura porque eu acho que é bom a gente manter esse contato com o Teatro Amazonas, ter essa conexão. Sempre quando eu danço aqui é uma grande emoção para mim, é como se eu estivesse dançando na sala da minha casa”, declarou Marcelo.
Para a diretora do Teatro Amazonas, Beth Cantanhede, a atualização do acervo que está exposto demonstra um grande carinho do artista com o povo do Amazonas e também com todos os visitantes do teatro. “O Teatro Amazonas está muito feliz de receber essa sapatilha porque é homenagem ao nosso grande artista, artista da terra, conhecido mundialmente e que faz um trabalho maravilhoso”, destacou.
Conexão com a terra natal
Marcelo Mourão Gomes também pontuou que a presença de suas sapatilhas no acervo do Teatro Amazonas tem uma simbologia especial. “A sapatilha é uma lembrança, né? E eu fico com um pé, dois pés aqui no teatro, mesmo que eu esteja viajando lá para fora, eu fico com essa conexão aqui no Teatro Amazonas, o que, para mim, é muito importante”, disse.


O bailarino, cuja carreira internacional inclui duas décadas no American Ballet Theatre, inclusive ocupando o posto de primeiro bailarino da companhia, e hoje atua na Europa, com base na Alemanha, revelou também o desejo de voltar a dançar no palco do teatro Amazonas.
“Eu sempre tenho como objetivo, dançar aqui o maior número de vezes possíveis. “Estou com um projeto para o ano que vem e vamos ver se isso venha a ser a realidade. Vamos ver”, afirmou.
No Teatro Amazonas, as sapatilhas de Marcelo Mourão Gomes ficam expostas na Sala de Música e Dança e são vistas por todos que realizam a visita guiada à Casa de Ópera. Como companheiras ilustres, estão as sapatilhas de Margot Fonteyn, Ana Botafogo, Mikhail Baryshnikov e Ana Laguna, todos grandes nomes da dança que passaram pelo palco do Teatro Amazonas.
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