

Para marcar o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro, a Secretaria da Cultura (Sedac) e suas instituições prepararam uma programação especial, que ocorrerá ao longo deste mês. A iniciativa articula ações educativas e culturais que visam à ampliação, à produção, ao acesso e à fruição cultural para toda a população negra do Rio Grande do Sul. Estão previstos mais de 20 eventos em pelo menos oito equipamentos culturais do Estado.
“A celebração da data nacionalmente reforça a importância e a contribuição das culturas africana e afro-brasileira para a música, a dança, a culinária, a linguagem, a moda e até as práticas religiosas, enriquecendo profundamente o patrimônio cultural brasileiro. Uma herança que reflete a história, a resistência e a resiliência do povo negro, que contribui para o desenvolvimento de uma cultura plural, diversa e vibrante, e que temos o dever de fomentar, incentivar e divulgar”, pontua a titular da Sedac, Beatriz Araujo, lembrando que a partir de 2024 o Dia da Consciência Negra é um feriado nacional.
Além de lançamentos de livros, estão previstas rodas de conversa, palestras, painéis, espetáculos de música e de teatro, exposições e oficinas. As atividades serão realizadas em Porto Alegre e em Jaguarão, onde o Museu Antropológico do RS resgata a história dos 50 anos da efeméride com a mostra Palmares Vive!.
A assessora técnica de diversidade e inclusão da Sedac, Rochele Lino, ressalta que o Dia da Consciência Negra não é apenas uma homenagem, mas um compromisso nacional com a valorização e o respeito pela cultura e pela identidade negras, tão profundamente entrelaçadas à história e à formação do Brasil. "Ao fazermos isso, fortalecemos nossa sociedade e trabalhamos em direção a um futuro mais justo e harmonioso", acrescenta.
Sobre o Dia da Consciência Negra
O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro como forma de valorização da cultura e da identidade afro-brasileira por meio de ações de enfrentamento ao racismo e do debate sobre a escravidão no Brasil e o racismo estrutural da sociedade. A data foi criada em Porto Alegre, em 1965, por intelectuais do Grupo Palmares.
O movimento escolheu esse dia de novembro em homenagem à data da morte de Zumbi dos Palmares, um símbolo da resistência e da luta pela liberdade dos negros. A efeméride também é dedicada a reconhecer as contribuições da população negra à formação do Brasil e reforça a necessidade de se valorizar a diversidade étnica e cultural do país.
Em dezembro de 2023, a data foi oficializada como feriado nacional. Até então, municípios e estados seguiam leis próprias para suspender as atividades.
Texto: Ascom Sedac
Edição: Secom
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