

Nesta quinta-feira, 12, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), em parceria com a Fundação Estadual da Saúde (Funesa) e a Escola de Saúde Pública de Sergipe (ESP-SE), realizou o Colegiado Institucional da Atenção Primária à Saúde (APS). O encontro teve como tema principal a discussão sobre as internações por causas sensíveis à Atenção Primária, destacando a importância de reorganizar os processos de trabalho das equipes da estratégia de saúde da família.
A iniciativa visa qualificar os municípios para poderem reproduzir os processos de trabalho nos territórios, contribuindo com uma melhor organização e, consequentemente, uma redução nos encaminhamentos para rede hospitalar, de modo que a Atenção Primária seja capaz de resolver 80% dos problemas de saúde da população.
Segundo a coordenadora estadual de Atenção Primária à Saúde, Ana Lídia Nascimento, o objetivo é incentivar reflexões e mudanças nas práticas das equipes. “Queremos discutir com os municípios, gestores e coordenadores da Atenção Primária para que levem os aprendizados às suas equipes. É essencial identificar os problemas na porta de entrada da Atenção Primária e buscar maior resolutividade. Caso como o de um diabético, por exemplo, pode ser acompanhado de perto pela equipe de saúde, evitando internação”, destacou Ana Lídia.
Ainda de acordo com a coordenadora, o evento promove a troca de experiências entre os municípios, facilitando o compartilhamento de práticas bem-sucedidas. “Esses momentos são fundamentais, especialmente com a proximidade do final do ano e a troca de gestões para que possam planejar as ações futuras. Precisamos avaliar indicadores importantes para medir a qualidade e a efetividade da Atenção Primária”, ressaltou Ana Lídia.
Aprimoramento das técnicas
A enfermeira e assessora da Secretaria da Saúde de Pacatuba, Rosevânia Lemos, reforçou a relevância do tema. “A SES teve uma brilhante ideia ao trazer essa discussão para os municípios. É uma oportunidade de refletirmos sobre como está a Atenção Básica, que é a porta de entrada, e como podemos qualificá-la. Isso nos faz repensar nosso trabalho, visando reduzir internações e tornar o atendimento mais resolutivo”, enfatizou Rosevânia.
Já a secretária da Saúde de Muribeca, Lyvia Conserva, destacou os benefícios da troca de experiências proporcionada pelo colegiado. “Quando vemos o que outros municípios estão fazendo, podemos adaptar as ações bem-sucedidas para a nossa realidade. Esses momentos de acolhimento e partilha são muito enriquecedores. Profissionais capacitados oferecem um atendimento de maior qualidade. Sempre há algo novo para aprender e melhorar, e isso reflete positivamente no atendimento ao usuário”, concluiu Lyvia.









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