

A oficina de introdução aovideomapping - técnica de projeção de imagens sobre superfícies - começou na quinta-feira, 9, no Auditório do Arquivo Público Estadual de Sergipe (Apes). A atividade gratuita faz parte da programação do SE Mapping, festival cultural gratuito realizado pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap), em parceria com o festival SSA Mapping, Baluart Produtora e Agência Ilimitado.
No auditório do Arquivo Público, os participantes da oficina estavam atentos ao conteúdo compartilhado pelos ministrantes. Wolney Criscuolo, que é formado em cinema, ficou curioso com a oficina. "Eu me inscrevi para conhecer, eu não sabia muito o que era ovideo mapping, então eu vim de curioso, para saber o que era. Eu sabia um pouco sobre VJ [video jockey], mas não tanto assim, e estou achando interessante, me encantei muito com o que eles mostraram, do portfólio deles, estou gostando da experiência que eles estão trazendo e do conhecimento também", contou.
Amélia Melo é estudante de artes visuais e foi convidada por Wolney para acompanhá-lo na oficina. "Eu já tive certa experiência dentro da universidade, com o âmbito da computação gráfica e do VJ. Eu estou achando tudo muito interessante, eu estou gostando que a metodologia deles tem sido bem introdutória, mostrando o portfólio, como se faz uma visita, como se faz um a priori de tudo", afirmou.
O artista e pesquisador David Cavalcante prestigiou o evento de Salvador e quis participar do festival também em Sergipe. "Quando eu vi que ia ter aqui, aproveitar essa oportunidade de pegar essa introdução, por um interesse mesmo de trabalhar com arte e tecnologia e pensar omappingdentro de videoinstalação, de espaços imersivos. Está sendo interessante olhar isso desde o princípio, porque dentro de uma oficina é possível integrar o conhecimento a partir do início mesmo", reforçou.
O ministrante da oficina evideo jockey, Ricardo Cançado, contou um pouco do que foi abordado no primeiro dia de oficina. "A oficina é para falar sobre a metodologia do processo demapping, então a gente está exemplificando a etapa, com exemplos, mostrando um pouco das experiências demappingque a gente também já realizou, para tentar passar um pouco dessa técnica atual domapping, falando a partir do processo", explicou.
Para ele, a formação sempre é uma opção importante. "A partir dela é que vai permitir a continuidade do processo domapping. Quando você amplia esse conhecimento, a tendência é você ganhar mais força para esse cenário. E você gera também trabalho, cria uma nova linha de evento e também de atuação, cria novos profissionais. Então, a formação é ótima para alavancar toda uma indústria criativa", concluiu.
Para a diretora criativa do SE Mapping, essa primeira atividade tem um valor educativo. "A gente começou com a atividade formativa, porque entendemos que uma das funções dos festivais de arte, em geral, é fomentar a classe artística, qualificar a classe artística, e a gente entende que ovideo mapping, dentro das artes visuais e do audiovisual expandido, é um nicho de mercado muito interessante e com muito potencial para geração de renda e emprego. É uma possibilidade, um suporte técnico para se expressar também, mas além disso, é uma possibilidade de inserção no mercado e a gente entende, aqui falando de festivais de Nordeste também, que é importante a gente qualificar essa classe nordestina para fazer frente e disputar espaço com o eixo Rio-São Paulo, que domina totalmente o mercado nacional", ressaltou.
Sobre a grande procura pela oficina, Lívia afirmou que foi uma surpresa positiva. "Acho que confirma que existe uma lacuna e uma demanda da cidade, um desejo, um interesse também, e para a gente foi uma grande surpresa, porque também é um primeiro termômetro muito interessante. Isso confirma que existe esse interesse local e que a gente tem que pensar em novas iniciativas de formação, independente do festival, mas a parte formativa é algo que é possível de abraçar e de realizar", finalizou.
Sobre a oficina
O objetivo da atividade é apresentar uma visão global dovideo mappinge das principais tecnologias relacionadas à arte digital, incluindo referências de instalações (luzes elaser) e uma introdução às etapas deblueprint, edição e projeção utilizando ossoftwaresResolume e MadMapper.
Os inscritos puderam começar a explorar conceitos básicos, ferramentas e práticas fundamentais para a criação devideomappinge terão a criatividade estimulada, além de ampliar a compreensão sobre o potencial dovideomappingcomo ferramenta artística, cultural e social.
Com vagas esgotadas, a atividade continuará nesta sexta-feira, 10, das 16h às 20h.





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