

Antes do atual governo, o Pará enfrentou um hiato na Saúde Pública no atendimento diagnóstico e de especialidades ambulatoriais. Mas, com a abertura da Policlínica Metropolitana, em Belém, o Governo do Estado virou essa chave e trouxe aos paraenses um serviço coringa que garantiu, ao longo de meia década de funcionamento, 3.496.010 atendimentos de saúde especializados, assertivos e de qualidade aos paraenses.
Pioneira como central diagnóstica do Pará, hoje, a Policlínica Metropolitana se consolida também como o primeiro serviço de ambulatório do Norte do País, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) a ter a Acreditação ONA nível 1, que atende aos padrões de segurança do paciente e chancela a qualidade na assistência prestada ao usuário. A certificação foi conquistada no ano passado, e em janeiro de 2025, a instituição passará por novas avaliações de manutenção da ONA.
O projeto da capital, gerenciado e operacionalizado pelo Instituto de Saúde Social e Ambiental da Amazônia (ISSAA), deu tão certo que se tornou referência para a construção de outras seis Policlínicas em diversas regiões do Pará, com a criação das unidades de Capanema e Tucuruí que já em pleno funcionamento, e as de Marabá, Santarém, Breves e Altamira que estão em fase de obras e de implantação.
Atendimento -O atendimento da Poli Metropolitana trouxe alívio para Lucineia Feio Farinha, de 58 anos. A moradora do bairro Cidade Velha, em Belém, este ano, vai ter de passar por uma cirurgia de tireoide. E procurou a unidade para fazer exames, no programa Pré-Operatório Rápido. "Em um único dia, consegui fazer Raio-X, eletrocardiograma, além de exames de sangue e ainda passei com os médicos especialistas. Isso é excelente. A pessoa não precisa ter de ir e voltar, ela faz tudo com muita qualidade, em um só lugar e já volta para casa sem ter a preocupação de procurar outro atendimento para fazer a cirurgia", comemorou.
Ao longo de sua trajetória, a Poli implantou programas oficiais da Secretaria de Estado da Saúde (Sespa): o Pré-Operatório Rápido, que visa agilizar o tempo para realização dos exames pré-cirúrgicos. Em 2022, a unidade passou a fazer os atendimentos ambulatoriais do Programa Casulo, voltado aos pacientes transexuais.
Lourena Oliveira Pinheiro, de 19 anos, é uma das pacientes atendidas. Ela mantinha a vontade de fazer um tratamento hormonal, e ao saber do programa, procurou assistência médica, fez exames e foi encaminhada para a Poli. “Aqui vou fazer minha primeira reposição. Está sendo tudo ótimo, tranquilo. Um atendimento muito bom. Ótimo”, disse. O Casulo é um marco para a população trans do Estado. Nele, a Policlínica Metropolitana atua como a protagonista nos atendimentos ambulatoriais, oportunizando o acolhimento às pessoas trans.
Pertencimento -Por outro lado, quem também faz parte do time da Poli Metropolitana, mantém o orgulho de pertencimento. Com exatos três meses de funcionamento, a Policlínica Metropolitana teve de mudar o seu perfil inicial para enfrentar o até então desconhecido coronavírus, passou a atuar como unidade exclusiva no atendimento de pacientes com insuficiência respiratória no Pará. E neste momento, a enfermeira Sibelle Barreirinhas estava lá.
"Iniciei as atividades durante a pandemia, estive na triagem dos usuários que buscavam este serviço, e após esse período, quando voltamos ao escopo inicial do projeto da Poli, estive como enfermeira assistencial no serviço de diagnóstico por imagem: endoscopia, depois fiquei por um ano na sala de coleta, e depois por mais dois anos no primeiro andar, realizando supervisão dos exames de métodos gráficos", relembrou.
Sibelle conta que trabalhar na Poli desde de a sua fundação, tem sido uma experiência. "Durante esses quase 5 anos, tive a oportunidade de desenvolver minhas habilidades assistenciais, oferecendo um atendimento humanizado e de qualidade aos usuários. Fazer parte dessa missão é contribuir para a melhoria da qualidade de vida das pessoas é algo que me enche de orgulho e me motiva todos os dias", enfatizou.
Mas, Sibelle não parou por aí. A unidade a deu oportunidades de crescimento. "Alcancei diversas conquistas pessoais e profissionais que me permitiram crescer e trilhar planos de carreira sólidos. Hoje, atuo como enfermeira no Núcleo Interno de Regulação, uma posição que reflete o reconhecimento do meu trabalho e me permite contribuir ainda mais para a organização e para a saúde dos paraenses", finalizou a enfermeira.
Atualmente, a Poli Metropolitana conta com 176 colaboradores diretos e 163 terceirizados.
Perfil -A Poli é uma unidade ambulatorial de média complexidade que oferta serviços em mais de 20 especialidades clínicas e cirúrgicas, além de manter um parque tecnológico que possibilita diversos exames e procedimentos.
"A Policlínica Metropolitana, consolidada há cinco anos como um serviço pioneiro, atende diariamente cerca de 1.000 usuários agendados de diversas regiões do Pará, fortalecendo o acesso à saúde no SUS. Com destaque pela eficiência operacional e qualidade nos serviços, a unidade tem se tornado referência no estado, afirma Anderson Albuquerque, diretor executivo da unidade.
Expectativas- Em 2024, mais de 640 mil atendimentos foram realizados na Poli, em meio às obras de ampliação da unidade. Para 2025, a nova estrutura oferecerá mais comodidade, segurança e agilidade aos pacientes e acompanhantes. A nova estrutura contará com três andares e dez salas, usadas como consultórios médicos, salas de procedimentos e exames. A ampliação inclui um prédio anexo à unidade, onde era uma área aberta de circulação de pessoas.
A secretária de Estado de Saúde Pública, Ivete Gadelha, observa que a ampliação é mais um presente do Governo do Estado para a população em 2025. "A Poli Metropolitana completa 5 anos, tempo este que se tornou um marco, mudando o cenário da saúde pública estadual e avançando nas estratégias assistenciais da rede. E a entrega dessa obra neste ano, vai eternizar essa meia década de funcionamento de uma unidade que cresce a cada dia, e se tornou referência nacional, tendo os moldes do trabalho desenvolvido em outras praças", frisou a titular da pasta.
A Poli Metropolitana possui ainda, um sistema de captação de água da chuva para reaproveitamento, estação de tratamento de esgoto e usina de geração de energia solar, para melhor aproveitamento interno da luz solar, a fim de otimizar o consumo de energia elétrica.
Texto: Roberta Paraense
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